Category: All time favorites


Bunny

Ah, gente, eu sei que ele é lindo mas essa cara amarrada… XD

Finalmente criei coragem para continuar meu post sobre Tiger and Bunny. Desta vez, meu foco é no menino de ouro da Apollon Media, Barnaby Brooks Jr.

ATENÇÃO, O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS!

 

 

Devo dizer que, enquanto que com o Kotetsu foi paixão logo no primeiro episódio, eu não gostei nadinha do Barnaby no início. Garoto arrogante, frio, intolerante… além de tratar o Tiger com total desprezo ainda ignorou o garotinho que tinha perdido o balão no parque.

bunny in the park

Ele não está nem aí pra versão anime de “Esqueceram de Mim”…

A medida que a série foi avançando e passamos a conhecer um pouco mais do Bunny, ele foi crescendo como personagem. Me atreveria a dizer que Kotetsu, com todas as suas provocações e trapalhadas é quem vai abrindo brechas nas defesas do parceiro, vai trazendo à luz pequenos indícios – uma reação irritada por causa de uma bobagem, um gesto exasperado – de que Barnaby Brooks Jr. é, sim, um ser humano. Na verdade, um ser humano muito jovem e ainda inexperiente.

Bunny pouting

Bunny fazendo muxoxo pro Tiger… “Não ligo se você me abandonar, tá? Eu me viro sozinho.”

Muita gente compara o Bunny ao Batman (cheguei até a ver uma fanart com os dois juntos no Deviantart). Realmente, a história é praticamente igual: herdeiro de família milionária vê seus pais serem mortos e torna-se um combatente do crime na esperança de encontrar e se vingar dos assassinos. A diferença é que enquanto Bruce Wayne faz isso por decisão própria, Barnaby é cruelmente manipulado por uma das poucas pessoas em quem confiava totalmente: seu tutor, Mr. Maverick. É o que vamos descobrindo aos poucos, desde o arco do Jake Martinez até o final. Do momento em que conclui que Martinez é o matador de seus pais, a fachada de Sr. Perfeição do Barnaby vai desmoronando. Seu controle emocional vai decaindo, seu desespero e desamparo ficam cada vez mais aparentes. O ápice desta espiral descendente é a cena do ringue de patinação, em que ele tem uma crise de nervos e desmaia.

Bunny crying

Bunny e sua crise de nervos. É uma cena dramática, mas que a posição está estranha, isso está…

Bunny faint

O desmaio!

Bunny tears

Mais lágrimas do Bunny, desta vez ao descobrir que o querido tio Maverick não era tão querido assim…

De minha parte acho que o Bunny emocionalmente parou no tempo: ele ainda é aquele garotinho de quatro anos, contemplando as ruínas de seu lar. E o Kotetsu instintivamente percebeu isso, daí sua insistência em querer se aproximar, em querer ajudar mesmo sendo rechaçado sem dó.

Fico imaginando se os criadores de Tiger and Bunny algum dia vão abordar a questão dos danos psicológicos sofridos pelo Barnaby. Ninguém passaria incólume por vinte anos de lavagem cerebral (tá, não é bem lavagem cerebral, o Maverick só alterava a memória dele, mas fazer isso trocentas vezes deve causar o mesmo prejuízo, ou até mais… imagine como deve ser nunca ter certeza se suas lembranças são verdadeiras ou não?). Seria bem interessante se fizessem isso.

Concluindo, Barnaby Brooks Jr. não me impressionou muito no início, mas acabou me comovendo e fascinando no fim.

Yakko, over and out.

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bunny, ivan and kotetsu

A dupla dinâmica Barnaby e Kotetsu, mais o “papagaio-de-pirata” Ivan…

Acho que eu sou apenas uma entre muitos que foram surpreendidos por este anime. Vi um número enorme de comentários, tanto de fãs brasileiros quanto de outros países que diziam a mesma coisa: “quando vi o título e a sinopse achei que fosse uma droga.” Pois é.

Parecia ser uma bomba. Tinha todo o jeito de ser uma bomba. Só que não era. Muito pelo contrário.

Tiger and Bunny é um anime fantasticamente bom. Tem uma boa história com doses saudáveis de humor, drama e ação e, principalmente, personagens carismáticos e bem construídos. Vou me permitir não fazer a sinopse (pois eu tenho pra mim que a maioria já sabe, afinal o anime não é tão novo assim) para ter mais tempo de discorrer sobre as impressões que tive desta série. Atenção, há spoilers (embora não sejam muito claros) daqui pra frente!

E aqui começo minha ode a Kotetsu “Tiger” Kaburagi, um dos personagens mais memoráveis de todos os tempos. Ele conseguiu o prodígio de se tornar um dos mais populares apesar de ser o total oposto do que costuma ser popular: não é jovem, nem bonito; é trapalhão, do tipo que tropeça nos próprios pés e sempre fala a coisa errada na hora errada; faz coisas erradas como apelar para a bebida para encarar seus problemas e quebrar promessas feitas para sua filha, uma menina de nove anos com quem ele praticamente só tem contato por telefone. Mesmo assim todo mundo ama o Wild Tiger.

É que Kotetsu, acima de tudo, tem um coração do tamanho do mundo. Já vi muitos fãs comentarem que ele é “igualzinho ao meu pai”. Tudo o que ele faz, é com a melhor das intenções. Ele tem uma integridade, uma fé em princípios que muita gente já se desiludiu e não crê mais, tanto no anime quanto na vida real, que chega a dar dó. Ao mesmo tempo, ele não é totalmente ingênuo como o Sky High, por exemplo. Nos momentos decisivos, Kotetsu revela-se um lutador astucioso. Curiosamente, apesar de suas trapalhadas (ou às vezes, por causa delas), foi sempre ele a descobrir “o X da questão” no correr da série: no episódio da bomba no elevador, no caso do Jake Martinez e do passado de Barnaby.

Outra coisa que me fascina no Wild Tiger é o seu design. Achei extremamente bem feito, embora deva ser um pesadelo para qualquer desenhista fazer o personagem em diferentes ângulos e poses, já que é bem complexo, cheio de detalhes. Dá pra perceber que a inspiração é um tigre: o formato do cabelo, o boné listrado, a barbicha esquisita remetem à imagem do animal.

kotetsu

Kotetsu T. Kaburagi, AKA Wild Tiger. Apesar das muitas reclamações da pequena Kaede, muitos fãs o consideram um “paizão”.

E, é claro, como não poderia deixar de ser, as anteninhas das fujoshi logo repararam que a relação entre Kotetsu e seu jovem parceiro, o rico, belo, inteligente, solitário e carente Barnaby Brooks Jr., dava pano para manga. (Não se preocupem, fãs do Bunny-chan, por que vou fazer um post separado só para falar dele assim como estou falando do Oji-san agora…)

Para começar, o apelido que Kotetsu põe no parceiro logo de cara: “Bunny” (“coelhinho” em inglês). Depois, tem os comentários: “Você não é nem um pouco fofo apesar de ser um coelhinho”. E ainda, as reações tipicamente tsundere do Barnaby: fala que não gosta do Kotetsu, que ele só atrapalha, que não dá para trabalhar com um parceiro assim, mas quando o homem se arrebenta só para ajudá-lo, fica todo emotivo e chora rios de lágrimas…

lágrimas

“Ei, você tem lindos cílios compridos…”

fried rice

“Eu estive treinando pra cozinhar cha-han pra você!”

E, pra botar mais lenha na fogueira, veio a entrevista com o staff do anime (não me lembro quem eram, apelei pra São Google mas não consegui achar o texto) em que perguntaram se era proposital o fato de que Barnaby parecia cada vez mais “feminino” e atraído pelo Kotetsu no correr da série, e eles disseram algo como “bem, o Kotetsu deve estar feliz, afinal se é bom ser atraente só para mulheres deve ser melhor ainda ser atraente para mulheres E homens – significa que você é atraente pra caramba!”

Nossa, tem muito mais que eu queria falar sobre o meu querido Oji-san, mas o tempo urge e o post está ficando longo… O próximo post vai focar no Bunny-chan e também mais um pouquinho sobre o relacionamento dos dois.

E, pra fechar com chave de ouro, mais algumas imagens inspiradoras para as fujoshi de plantão:

cuddle

Adoro esta fanart! O Bunny parece tão aconchegado nos braços do Tiger…

cha-han

A história do Bunny treinando pra cozinhar pro Tiger rendeu trocentos doujinshis… Achei muito fofo!

wedding

Não sei se por parecer mais “feminino”, o Bunny fica muito bem de vestido de noiva…

Como não estou conseguindo me entender com os controles do WordPress, segue abaixo a lista de links para a galeria das artistas que desenharam os belíssimos fanarts acima:

Tiger e Bunny aconchegados

Bunny servindo cha-han

Casamento de Tiger e Bunny

Yakko, over and out.

Depois de um longo hiato (explicado no post anterior), aqui vai a parte 2 de comentário sobre KKM. Aqui vou tratar especificamente dos principais “casais” da série. ATENÇÃO! Este post contém spoilers para toda a série!

CONRAD X YUURI
Conrad e Yuuri

Não, isto não é fanart, aconteceu mesmo no anime...

 

A relação destes dois já foi interpretada de tudo quanto é jeito. O certo é que Conrad, seja como amante, figura paterna ou “modelo a ser seguido”, é uma pessoa de grande importância afetiva para Yuuri. Além da cena acima, há diversos indícios da força dos laços que os unem: a forma como Conrad se desespera quando não consegue impedir o sequestro de seu jovem Rei no arco inicial da série, a imensa tristeza de Yuuri de não poder ter Conrad a seu lado no “Arco da Traição”

 

As frases de Conrad são uma atração à parte. Vejamos algumas (desculpem se não uso as palavras exatas, já faz anos que assisti o anime e estou sem tempo pra pesquisar isso na internet).

“… minha espada é sua. E se Sua Majestade assim o desejar, também será o meu corpo e minha vida.”

Conrad: “Se sua Majestade morrer, Gunter irá chorar.”

Yuuri: “E você, Conrad? Choraria por mim se eu morresse?”

Conrad: “Se isso acontecesse, nós nos encontraríamos em outro lugar.” (a frase fica estranha em português, mas basicamente significa que Conrad acompanharia Yuuri na morte)

“Eu juro que jamais o deixarei sozinho, Yuuri.”

conyuu

E não, isto também não é fanart, é o mangá original...

Há também o fato de que Yuuri é a reencarnação de Suzana Julia, que foi “uma pessoa importante” na vida de Conrad. O anime nunca deixa claro o que havia entre os dois, mas pessoalmente, eu acredito que era amor, pelo menos por parte de Conrad. Afinal, quando Ulrike o encarrega de levar a alma de Julia para a Terra, ele questiona se a escolha foi acertada.

Conrad: “Eu poderia quebrar este frasco, colocar a alma dela em uma criança de minha escolha e criá-la à minha maneira. Eu teria total controle sobre o futuro Maou.” 

Ulrike: “Ou você poderia fugir e se esconder com este frasco em algum lugar distante e viver tranquilamente com ela para sempre. É isso o que você realmente gostaria de fazer, não é, Conrad?” 

conrad e yuuri

Minha vida pertence ao rei Yuuri!

Dito isso, também é importante apontar que Yuuri parece meio desapontado quando descobre toda a história sobre Conrad e Julia. Ele pensa, “então ele é assim dedicado a mim só por que eu tenho a alma dela…”  É quase como se ele tivesse ciúmes de sua encarnação anterior.

 

 

 

 

 

 

YUURI X WOLFRAM OU WOLFRAM X YUURI
Yuuri and Wolfram

Aaahh, o amor...

 

 

No caso desses dois, dá pra imaginar as duas possibilidades. As shippers deste par alegam que é praticamente “oficial”, já que Wolfram é “noivo” de Yuuri, sem contar as diversas cenas cômicas da dupla.

Pessoalmente, acho que pelo menos até o Arco da Traição, tudo não passa de brincadeira e eles são apenas dois garotos que começam brigando e acabam virando amigos. Depois, a coisa muda de figura. Com Yuuri desaparecido e Conrad presumivelmente morto, Wolfram toma para si a missão de salvar o seu rei. Ele, que sempre foi orgulhoso e mimado, aceita viajar com Gisela e seus soldados em condições humildes, sem enjoar no navio nem reclamar da comida simples. Wolfram amadurece, torna-se mais gentil e mais firme, e quando finalmente reencontra Yuuri, ele já é forte o suficiente para apoiar o seu rei de uma forma muito mais segura e sólida. A expressão em seu rosto quando ele segura Yuuri pelo braço, salvando-o de cair de um precipício, já não tem nada de moleque mimado. E ele diz, “finalmente te peguei!”

Não que Wolfram não tivesse dado nenhuma mostra de amadurecimento antes. Desde a chegada de Yuuri, Wolfram vem mudando. Apenas me parece que o processo se acelerou bastante no Arco da Traição. Uma coisa que me irrita um pouco referente ao Wolfram é que o anime explora muito pouco o lado sério dele. Embora pareça ter a mesma idade de Yuuri, ele viveu muito mais, e principalmente, viveu num mundo perigoso, cresceu num período de guerra. Wolfram podia ser muito mais fodão sem deixar de ser engraçado (como o Yozak, por exemplo).

 

 

 

YUURI X MURATA OU MURATA X YUURI
Yuuri and Murata

Oieee! Sou Murata Ken, sua alma gêmea!

Mais um par que qualquer dos dois pode ser uke ou seme. A favor deles nós temos o fato de que o destino de Murata já estava ligado a Yuuri desde antes dos dois nascerem: Doc Rodriguez, responsável pela alma do primeiro, ajudou Conrad quando este veio à Terra trazendo a alma de Julia para reencarnar no segundo. Quando os dois liberaram as almas, Conrad fez uma oração ao sol, Rodriguez fez o mesmo para a lua. Além disso, Murata é a chave para Yuuri viajar de um mundo para outro. Mais tarde ficamos sabendo que, embora tenha muito poder, Murata funciona mais como um amplificador do poder de Yuuri. Enfim, os dois com certeza tem uma forte conexão.

Pessoalmente, acho que o Murata não tem muito interesse romântico. Ele gosta de Yuuri, mas acho que o peso de lembrar de todas as suas encarnações anteriores deve tornar a visão que ele tem do amor muito diferente da maioria dos mortais.

 

 

YOZAK X YUURI
Yozak and Yuuri

O guri está a salvo comigo.

O Yozak é um dos personagens secundários que eu mais gosto. Ele é engraçado, bem-humorado, amigo leal e profissional ultra-competente. Além disso, a voz dele é muito sexy.

Assim como Wolfram e Gwendal, Yozak duvida da capacidade de Yuuri como Maou no início, mas depois que este prova o seu valor, torna-se tão leal e dedicado quanto Conrad, embora não tão protetor. Yozak vê Yuuri como um garoto que precisa de espaço e desafios para crescer, e não acha nada demais deixar que ele tente se virar sozinho de vez em quando. O que não significa que Yozak não seja capaz de dar a sua vida para salvar o seu rei.

conrad and yozak

Amigos de infância...

conrad and yozak

... ou algo mais?

 

Yozak também é frequentemente cogitado pelas fujoshi como amante de Conrad e também fazendo par com o Murata. No primeiro caso, os dois são amigos de infância, salvaram a vida um do outro diversas vezes, e no mangá eles aparecem juntos de uma forma meio sugestiva. No segundo caso, depois que Murata se revela como a reencarnação do Grande Sábio Yozak frequentemente se encarrega de servi-lo e protegê-lo, e os dois costumam trabalhar juntos para ajudar Yuuri a sair de enrascadas.

GWENDAL X YUURI

gwendal and yuuri

Engraçado a frequência com que Yuuri aparece nessa posição...

Este pairing aconteceu durante a busca da Makyou, ou Flauta Demoníaca, em que Gwendal e Yuuri se perdem no deserto. Apesar de rabugento e carrancudo, Gwendal, como os espectadores logo descobrem, adora tudo o que é pequeno e fofo – crianças, bichinhos (reais ou de brinquedo), essas coisas. Tudo acontece como numa comédia romântica: uma noite, Yuuri queixa-se de frio e Gwendal sugere (ou melhor, ordena) que ele chegue mais perto para “compartilhar o calor corporal”. Yuuri acaba dormindo quase no colo do general. Depois, eles são confundidos com um casal de amantes em fuga, perseguidos e presos. Um apanha tentando proteger o outro. Quantas vezes não vimos isso em romances de Hollywood? Claro que em KKM todos esses clichês vem temperados com saudáveis doses de humor.

Entretanto, depois da aventura no deserto, o casal Gwendal x Yuuri não foi pra frente. Tirando a lealdade e confiança que foi definitivamente conquistada, Gwendal não mudou muito o seu comportamento em relação ao jovem rei. De todos os personagens principais, acho que ele foi o menos afetado por Yuuri.

gwendal e gunter

A cena do beijo. Pena ter sido "acidente", né?

Outro par popular para Gwendal é Gunter, já que os dois praticamente governam Shin Makoku juntos enquanto Yuuri ainda não tem condições para assumir o trono por completo. Há a famosa cena do beijo, em que Gwendal é forçado a beijar Gunter – ou melhor, a tiara mágica que ficou entalada na cabeça do Gunter. Além disso, quando os dois discutem, às vezes eles realmente soam como um casal de meia-idade, haha.

 

 

 

GUNTER X YUURI

gunter e yuuri

Eu, Gunter, vivo para servir a Vossa Majestade...

Gunter é o personagem que mais abertamente se encanta com Yuuri. Assim como Conrad, desde o início ele jamais duvida da capacidade do jovem Maou. Ele alimenta as mais extravagantes fantasias românticas sobre Yuuri (o episódio em que ele vai parar numa espécie de mosteiro e tem suas odes de amor ao Rei reveladas para os monges é hilária). Curiosamente, um dos personagens da série definiu a relação Gunter=>Yuuri como a de um “vovô coruja e seu primeiro neto”. Até que faz sentido se pensarmos que Gunter, apesar da bela aparência, é provavelmente o mais velho dos personagens principais – afinal, ele foi tutor do Conrad.

O que eu gosto no Gunter é que, apesar de funcionar como comic relief a maior parte do tempo, ele é fodão. Sabemos desde o início da série que ele é um dos, ou talvez o melhor espadachim do reino. Apesar de seu carinho por Conrad, Gunter não hesita em lutar para valer quando acredita que seu ex-aluno tornou-se um traidor. Ele pode até bancar o herói misterioso como no episódio em que viaja incógnito pelas partes mais longínquas do reino e ajuda uma jovem a salvar sua cidade, no estilo dos antigos filmes de cowboy.

 

 

 

 

SARALEGUI X YUURI OU YUURI X SARALEGUI

saralegui and yuuri

Olhe nos meus olhos, Yuuri, seja meu escr... quero dizer, amigo!

Saralegui é talvez o único personagem pelo qual Yuuri chega a demonstrar algum indício de atração romântica. No episódio em que os dois estão escondidos numa espécie de mausoléu, Yuuri observa que Sara é “muito bonito” e fica com o rosto vermelho. E Saralegui é deliberadamente sedutor, usando dos mais variados artifícios para se aproximar do Maou – por motivos que parecem claramente egoistas no início, mas que aos poucos vamos descobrindo que não é bem assim.  Ele chega a conseguir uma espécie de domínio hipnótico sobre Yuuri até mesmo quando ele se transforma em Maou, o que pessoalmente eu acho que só seria possível se houvesse um sentimento muito especial da parte dele. De qualquer forma, Sara é um rapaz bastante confuso, ao mesmo tempo que tem inveja e ciúme por Yuuri ter tudo o que ele não tem, também parece querer, lá no fundo, uma verdadeira amizade.

 

 

CONCLUSÃO

Em termos de fanservice, embora a linha principal do anime seja “todo mundo x Yuuri”, existem alguns casais paralelos bem interessantes. Graças a sua longa duração, KKM teve todo o tempo necessário para desenvolver seus personagens ao máximo. Infelizmente, mesmo assim, algumas linhas promissoras foram meio que negligenciadas como o relacionamento entre Gisela e Gunter – eles quase não tem cenas juntos embora sejam pai e filha – e Gisela e Wolfram. Acho que o relacionamento deles poderia ser mais aprofundado mesmo que não fosse romântico já que ela de certa forma participa de um rito de passagem dele.

KKM vai ser para sempre um de meus animes favoritos e espero, algum dia, conseguir ler o mangá e as novels todas…

Yakko, over and out.

 

Seikimatsu Darling manga

Seikimatsu Darling - o yaoi mais hilário e fofo de todos os tempos...

Este é mais um mangá e anime bem antigo que vale a pena conhecer. Uma comédia shonen ai romântica, leve, excelente para alegrar o seu dia. O anime é curtinho, só um OVA, mas rende muita risada.

SEME X SEME


Ogata Kouichiro é um homem que nunca teve dificuldades para encontrar uma namorada. Entretanto, um belo dia ele se descobre irresistivelmente atraído por outro homem, Takasugi Youichiro. Passional, Ogata investe a mesma energia que sempre usou com as mulheres em cima de Takasugi. Convida-o para um jogo de beisebol, um cinema, presenteia-o com flores… e, finalmente, pede para namorá-lo. Takasugi revela que também se sente atraído por Ogata. Maravilha! Só tem um problema:

Nenhum dos dois quer ser o uke da relação.


seikimatsu darling

Ogata em choque: "Uke, eu? Tá querendo que eu fique por baixo? No way!"

A partir daí começa uma competição velada, porém feroz, entre Ogata e Takasugi, para decidir quem será o seme e quem será o uke.

É hilário o jeito que os dois, embora apaixonados, comportam-se como tradicionais machos alfa: Ogata quer mostrar seus dotes atléticos, Takasugi sempre dá um jeito de tomar as decisões pelos dois, e por aí vai.

Seikimatsu Darling vale a pena. O traço da mangaka Naruto Maki é longilíneo e elegante, e os SDs são simplesmente impagáveis, não dá pra olhar sem cair da risada. O timing das piadas é fantásticamente bom, tanto no mangá quanto no anime. Não deixe de ver o omake no final do anime, uma paródia engraçadíssima do Power Rangers, os Darling 5!

Yakko, out.

Uragiri wa boku no namae o shitteiru

O título do anime é tão comprido que não cabe na legenda...

Uragiri wa Boku no Namae wo Shitteiru (a tradução ao pé da letra seria “a traição conhece o meu nome”), ou abreviadamente Uraboku é uma espécie de Harukanaru Toki no Naka De às avessas.

Vejamos: em Harukanaru, Akane é a Sacerdotisa do Dragão. Ela tem um enorme poder, mas é tão boazinha e frágil que precisa de 8 guardiões jovens, fortes e bonitos para protegê-la. Todos os guardiões amam a Akane e dariam a vida por ela.

Em Uraboku, Yuki é o portador da “Luz de Deus”. Ele tem um enorme poder, mas é tão bonzinho e frágil que precisa de 6 guardiões Zweilt e mais Luka Crosszeria (um demônio) para protegê-lo. Todos os Zweilts amam Yuki e dariam a vida por ele.

Francamente, eu odiei Harukanaru. Achei a Akane o personagem mais sem graça e irritante do Universo anime com a exceção, talvez, da Miaka de Fushigi Yugi. Ugh!

Apesar disso, eu gostei de Uraboku. Talvez pelo fato dos Zweilt serem um pouquinho mais discretos em seus cuidados para com Yuki em comparação com os Hachiyou em relação a Akane; ou, quem sabe, porque história não se concentrou apenas tão-somente no Yuki. Eu só achei uma pena não terem incluído no anime as cenas cômicas do mangá. A história ficou bem mais pesada e deu menos chance de desenvolvimento dos personagens secundários. De resto, o visual é bonito, bem estilo shojo, animação boa.

yuki e luka

Yuki e Luka - uma relação ligeiramente complicada, envolvendo reencarnação...

Aqui temos três casais yaoi, Yuki e Luka (embora haja um porém que vamos ver mais adiante…), Hotsuma e Shusei, e Kuroto e Seishiro. Isso sem mencionar a tensão altamente sugestiva entre Takashiro e Reiga. Para variar um pouco, temos o casal hetero, Toko e Tsukumo (apesar que eles são irmãos, então, uh…)

 

ATENÇÃO, SPOILERS DAQUI EM DIANTE!


Yuki

"A" Yuki virou "o" Yuki. E agora, Zess?

A parte curiosa é que Yuki e Luka não são exatamente um casal yaoi, já que Luka na verdade é apaixonado pela encarnação anterior de Yuki – que era mulher! Então, temos uma complicação aqui: Luka, como todo herói apaixonado, professa amor eterno a Yuki, mas como continuará amando se agora ela é homem?

Hotsuma e Shusei são bem mais o típico casal yaoi: Hotsuma é o seme explosivo, brigão, e Shusei o uke silencioso e pacífico. Embora não role sequer um beijinho, há declarações apaixonadas do tipo “não-posso-viver-sem-você”. Como personagem, achei o Shusei meio apagado, mesmo levando em consideração que ele passa boa parte do anime em profunda depressão.

Kuroto e Seishiro são personagens interessantes, com uma backstory dramática, que com certeza daria bons frutos se houvesse tempo suficiente. Infelizmente eles só aparecem no terço final do anime.

 

Em resumo, Uraboku é um ótimo entretenimento para quem curte yaoi. Não é uma obra-prima como Gankutsuou, nem tem o carisma de Kuroshitsuji, mas vale a pena assistir.

 

Yakko, out.

Junjou Romantica

Junjou Romantica

Junjou Romantica - meu primeiro yaoi "oficial"

Em comparação com os animes que comentei até agora, Junjou Romantica é um tanto quanto tosco e superficial.

Mesmo assim, eu A-DO-RO!

É o tipo do anime para assistir quando se está deprê. Só a abertura da primeira temporada com aquele monte de flores, e a música ultra-pop já deixa o coração mais leve. Confira:

 

De resto, o desenho tem um traço bonito mas um tanto duro e a animação é simples.  História, nada de especial. Personagens, idem.

Então por que, raios, eu gosto tanto de Junjou Romantica?

Talvez seja o humor simples (as caretas SD do Misaki são impagáveis!), o colorido tipo chiclete, ou a certeza de cada episódio terá um final feliz ou, no mínimo, engraçado. O que eu sei é que, em momentos difíceis, quando o mundo parece estar contra você, assistir Junjou Romantica é extremamente reconfortante… dá uma sensação de que, qualquer que seja o seu problema, tudo vai acabar bem.

 

Junjou Romantica x Junjou Egoist x Junjou Terrorist

 

Junjou

Os três casais de Junjou: Romantica, Egoist e Terrorist. Qual o seu favorito?

E eis a pergunta que todos os fãs de Junjou fazem uns para os outros: Romantica, Egoist ou Terrorist?

Pessoalmente, não gosto muito de Egoist, embora o Nowaki seja um personagem adorável. Não tenho nada contra inverter os estereótipos de uke/seme, mas no caso de Nowaki e Kamijou a brincadeira não funcionou para mim.

 

No fim das contas o meu casal favorito é Usagi/Misaki, seguido de perto por Miyagi/Shinobu. Ambos são engraçados, bonitos e fofos.

 

E você, qual o seu favorito?

 

Yakko, out.

 

Gankutsuou

Gankutsuou é uma versão para anime de "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas

Gankutsuou é o que os americanos chamam de “must-see”, na minha humilde opinião.

 

Primeiro, é um clássico de Alexandre Dumas. Apesar de ser mais uma releitura do que uma adaptação propriamente dita, todos os elementos importantes estão lá: amor, amizade, traição, ódio, vingança, numa história que nunca perde a força mesmo com o correr dos séculos.

 

Segundo, o visual é de cair o queixo. Um trabalho original, riquíssimo, primoroso, uma espécie de barroco-futurista-retrô que só podia dar certo nas mãos da genial equipe do estúdio Gonzo.

Albert e o Conde

O ingênuo Albert encanta-se com o misterioso, elegante e poderoso Conde de Monte Cristo...

Gankutsuou

... ele nem suspeita das verdadeiras intenções do Conde.

Por fim, a excelente caracterização. Todos, desde o fascinante Conde de Monte Cristo até personagens secundários como Peppo despertam interesse.

 

Bom, e o yaoi? Tem sim, embora não haja nada explícito, há declarações rasgadas e atos heróicos em nome do amor.

 

ATENÇÃO, DAQUI EM DIANTE HÁ SPOILERS!


Franz e Albert

"Você desistiria de amar alguém só por não poder casar com essa pessoa?"

Franz x Albert

Para mim, Franz é um dos personagens mais doces e  generosos da série. Tudo o que ele quer é ver o Albert feliz. Ele está sempre ali, protegendo, apoiando, sem nunca pedir nada em troca. O amor de Franz por seu amigo fica muito claro em dois momentos do anime.

No primeiro momento, ele e Maximillien estão conversando enquanto observam o Conde cuidar de Albert, que havia acidentalmente ingerido a água envenenada que se destinava a Valentine. Maximillien comenta que parece existir um laço muito forte entre Franz e Albert, uma ligação tão sólida que não sobra espaço para Valentine (que era oficialmente a noiva de Franz) Quando Maximillien fala que sua intenção é mover céus e terra para casar-se com Valentine, Franz o questiona: “mas casar-se é a única forma de amar alguém? E se o casamento fosse impossível? Você desistiria de amar só por não poder ficar junto com a pessoa?” E, enquanto fala, ele olha para Albert.

No segundo momento, já perto do final, Franz deixa Albert dormindo sob efeito de um sonífero para poder lutar com o Conde no lugar do amigo, mesmo sabendo que não teria a menor chance de vencer. Franz faz um sacrifício supremo, deixando-se abater, na esperança de conseguir matar o Conde quando ele se aproximasse para dar o golpe final. Tudo para salvar Albert da vingança de Monte Cristo.

O último diálogo entre Franz e Albert me levou às lágrimas. Não pelo que foi dito, mas pelo que não foi. E por tudo o que aconteceu antes. Wah.

 

Conde e Albert

O Conde seduz Albert na intenção de destruí-lo. Conseguirá?

 

 

Monte Cristo x Albert

 

O Conde de Monte Cristo seduz a todos que ele considera instrumentos para sua vingança. Ele seduz a sra. Danglars e a sra. de Villefort com lisonjas e o sr. Danglars com dinheiro. Porém, aquele a quem ele mais quer seduzir é Albert, filho do homem em quem mais confiava e que lhe tirou tudo – a mulher amada, a honra, a liberdade.

Albert, em toda a sua ingenuidade, cai como um patinho. Aliás, ele cai com tanta fé, tanta confiança, que parece deixar o Conde meio desnorteado.

Albert ama o Conde. Isto fica claro no momento em que Monte Cristo o informa que irá deixar Paris. Albert implora que o leve junto, dizendo:

“Eu não quero me separar do senhor!”

Se isso não é uma declaração de amor, o que é? 😉

Isso sem falar nas várias vezes em que Albert fica gaguejando “É que eu… eu… eu…”, e está na cara que ele quer dizer “eu te amo!” Começa a ficar meio irritante depois de um certo tempo, dá vontade de dar um tapão nas costas dele pra ver se a frase sai de uma vez, haha… XD

 

Em resumo, Gankutsuou é um anime indispensável na sua DVDteca, quer você goste de yaoi, quer não. Pode não agradar a todos os gostos, mas com certeza causa forte impacto.

 

Obrigado a quem leu até aqui.

Yakko out.


Fanart de Get Backers

O meu primeiro fanart de Get Backers que deu (mais ou menos) certo.

Okay, hoje termino meu texto sobre Get Backers…

 

Honoríficos


“-chan” : usado para referir-se a meninas e crianças pequenas de ambos os sexos. É também uma forma de demonstrar carinho e intimidade, da mesma forma que os diminutivos no Português (Pedrinho, Aninha, etc.)

“-san”: usado para referir-se a superiores, pessoas mais velhas e pessoas que não se conhece bem.

“-sama”: usado para referir-se a pessoas que consideramos MUITO mais superiores e importantes.

“-kun”: usado para referir-se a homens, em geral jovens. Também é usado por chefes e líderes para referir-se aos seus subordinados de ambos os sexos. No ambiente escolar, os professores chamam todos os alunos de “-kun”, independente de sexo. Os rapazes usam o “-kun” apenas para colegas do sexo masculino que não conhecem bem; já as moças usam o termo  para todos os colegas do sexo masculino.


Uma das coisas que não me agradaram na dublagem do anime Get Backers foi o fato de terem deixado os honoríficos -san, -chan, etc. de lado. Embora a maioria do público que assiste dublado não saiba japonês, acho que deveria ter sido mantido como uma espécie de “nota cultural”, já que a forma como os personagens chamam uns aos outros indica personalidade, diferenças de idade, status, nível de intimidade, etc. Por exemplo:

Ban é atrevido e convencido, portanto praticamente nunca usa honoríficos. O máximo que ele faz é chamar os clientes mais velhos de “ossan” (modo extremamente informal de “oji-san”, que seria senhor ou tio).

Ginji, que é muito educado, segue as regras dos honoríficos quase sempre à risca. Chama todas as pessoas mais velhas ou que ele considera superiores (clientes, autoridades) de -san. Para as meninas como Natsumi, Madoka e Himiko, ele usa o -chan. Curiosamente ele chama Kazuki de Kazu-chan embora este seja homem. Já Hevn, embora tenha a mesma idade, está um nível acima por ser uma negociadora, então ela é Hevn-san. Todos os membros do Volts, inclusive Masaki, apesar de ser mais velho, Ginji chama só pelo nome, já que são todos seus subordinados – o “-kun” pois seria formal demais para ele. No anime, uma vez ele se referiu ao Shido como “Shido-nii” (“nii” é o modo informal de “nii-san”, ou “irmão mais velho”). Já Teshimine, que é quase um pai adotivo, tem que ser Teshimine-san.

 

Ban-chan


E tudo isso me leva à parte mais fofa e engraçada de Get Backers que sumiu na dublagem, que é o grito, muitas vezes repetido, de “BAN-CHAAAAAN!” do Ginji.

Como foi explicado acima, -chan é um honorífico usado para meninas e crianças (de ambos os sexos) muito pequenas. Um homem crescido só é chamado de “-chan” em três hipóteses:

1) o “-chan” era parte de um apelido de infância do qual ele nunca conseguiu se livrar (Ta-chan, Mocchan, e por aí vai);

2) as mulheres que o conhecem acham-no muito bonzinho e fofo e passaram a usar o “-chan” (e ele aceitou, ou por ser mesmo muito bonzinho ou para agradar a mulherada);

3) gozação pura e simples.

 

Pessoalmente, eu acho que o Ginji usa o “-chan” pela razão número 2. E o fato de Ban aceitar ser chamado assim em alto e bom som, ele que faz tanta questão de parecer “cool” e superior, é uma indicação clara do quanto ele ama o Ginji.

Ban
Oi Ginji, se as coisas ficarem muito difíceis, me chama!
Ginji

Ban-chan, você se preocupa demais...

 

 

É antigo, mas daqueles que a gente sempre revê com prazer. Considerado por muitos “o mais yaoi de todos os animes não yaoi”, graças ao grande senso de humor dos autores, Randou Ayamine e Yuya Aoki, e a grande mestra do bishonen chara design Atsuko Nakajima.

Ban e Ginji

Dá pra não pensar em yaoi olhando uma pose dessas?

Os Get Backers são Midou Ban e Amano Ginji, dois caras sem grana, sem casa e sem sorte, que lutam para sobreviver e tocar o seu Dakkanya (Serviço de Recuperação) a bordo de um minúsculo carrinho apelidado de Ladybug. Ao longo da série vão surgindo amigos, inimigos, e flashes do passado dos personagens se revelam.

O que torna Get Backers tão memorável para mim (além do potencial yaoi) é a mistura equilibrada de humor, ação, drama e mistério. Há episódios hilários, para rir do começo ao fim, e também para chorar. Gosto especialmente do arco da Vênus de Milo, pela interação dos personagens Ban, Ginji, Shido, Emishi e os irmãos Miroku e pelo final comovente.

Ban e Ginji conseguem ser o casal mais romântico sem trocar sequer um beijinho. O modo como se olham, falam um do outro, preocupam-se um com o outro, é absolutamente adorável. Ban é o típico seme agressivo, mandão e protetor; Ginji é o uke doce, inocente e submisso. Eles confiam um no outro totalmente – é curioso que, ao contrário da maioria das “partner” series, nunca há tensão entre eles, nenhuma dúvida, nenhum questionamento; Ban e Ginji dependem um do outro de forma quase assustadora. Sim, assustadora, pois ambos têm dentro de si uma faceta perigosa, destruidora, e precisam um do outro para controlá-la, principalmente Ginji.

Ginji
O doce, bondoso e amável Ginji…
Raitei

... e sua outra persona: o frio, cruel e impiedoso Raitei.

Para mim, Get Backers dá assunto pra um livro inteiro, daqueles bem grossos. Tem muito mais coisas sobre as quais eu gostaria de discorrer, mas fica para o próximo post. Obrigado a quem teve a pachorra de ler! =D

Yakko.

(… all time favorites, adoro essa expressão, é concisa e sai da boca redondinha como uma onda. Em português não soa tão bem, deve ser excesso de preposição e artigo, haha.)

O post de hoje é sobre um dos meus favoritos eternos, Bukiyou na Silent, de Takanaga Hinako. Este mangá tem tudo o que eu gosto: traço bonito, uke fofinho, personagens secundários legais (principalmente os pais do Satoru), humor, leveza. É o tipo de história que se lê com um sorriso.

Pra quem ainda não leu, recomendo. O mangá conta o vai-e-vem amoroso de Satoru, um garoto que tem um problema curioso: seu rosto nunca expressa emoção nenhuma. Além disso ele é atrapalhado e tímido, a ponto de morder a própria língua acidentalmente quando tem que falar uma palavra difícil ou que o deixa nervoso. A vidinha morna de colegial introvertido do Satoru começa a mudar quando Tamiya – justamente o garoto por quem ele é apaixonado – pede para namorá-lo.

Difícil dizer quem é mais adorável nos primeiros capítulos, os dois me dão vontade de apertar as bochechas. Tamiya é sincero e direto de um jeito encantador. É hilário o contraste entre o rosto inexpressivo e os pensamentos frenéticos do Satoru.

bukiyou na silent

Meu nome é Satoru Toono. Eu estou realmente, realmente chocado agora.

Cada episódio começa mais ou menos como o quadro acima, com um close do Satoru e os dizeres “meu nome é Satoru Toono. Eu estou realmente chocado/nervoso/feliz/etc. agora”, e o rosto dele sempre igual. Lá pelo final da série os dizeres vão mudando, mas é sempre engraçado.

Se você gosta de yaoi leve, divertido, despretensioso e bem desenhado, leia Bukiyou na Silent. No Mangafox, onde eu li pela primeira vez não tem mais, mas talvez você ainda encontre no Mangarush (em inglês, sorry… não sei se tem scanlation em português).