Category: Impressões


Bunny

Ah, gente, eu sei que ele é lindo mas essa cara amarrada… XD

Finalmente criei coragem para continuar meu post sobre Tiger and Bunny. Desta vez, meu foco é no menino de ouro da Apollon Media, Barnaby Brooks Jr.

ATENÇÃO, O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS!

 

 

Devo dizer que, enquanto que com o Kotetsu foi paixão logo no primeiro episódio, eu não gostei nadinha do Barnaby no início. Garoto arrogante, frio, intolerante… além de tratar o Tiger com total desprezo ainda ignorou o garotinho que tinha perdido o balão no parque.

bunny in the park

Ele não está nem aí pra versão anime de “Esqueceram de Mim”…

A medida que a série foi avançando e passamos a conhecer um pouco mais do Bunny, ele foi crescendo como personagem. Me atreveria a dizer que Kotetsu, com todas as suas provocações e trapalhadas é quem vai abrindo brechas nas defesas do parceiro, vai trazendo à luz pequenos indícios – uma reação irritada por causa de uma bobagem, um gesto exasperado – de que Barnaby Brooks Jr. é, sim, um ser humano. Na verdade, um ser humano muito jovem e ainda inexperiente.

Bunny pouting

Bunny fazendo muxoxo pro Tiger… “Não ligo se você me abandonar, tá? Eu me viro sozinho.”

Muita gente compara o Bunny ao Batman (cheguei até a ver uma fanart com os dois juntos no Deviantart). Realmente, a história é praticamente igual: herdeiro de família milionária vê seus pais serem mortos e torna-se um combatente do crime na esperança de encontrar e se vingar dos assassinos. A diferença é que enquanto Bruce Wayne faz isso por decisão própria, Barnaby é cruelmente manipulado por uma das poucas pessoas em quem confiava totalmente: seu tutor, Mr. Maverick. É o que vamos descobrindo aos poucos, desde o arco do Jake Martinez até o final. Do momento em que conclui que Martinez é o matador de seus pais, a fachada de Sr. Perfeição do Barnaby vai desmoronando. Seu controle emocional vai decaindo, seu desespero e desamparo ficam cada vez mais aparentes. O ápice desta espiral descendente é a cena do ringue de patinação, em que ele tem uma crise de nervos e desmaia.

Bunny crying

Bunny e sua crise de nervos. É uma cena dramática, mas que a posição está estranha, isso está…

Bunny faint

O desmaio!

Bunny tears

Mais lágrimas do Bunny, desta vez ao descobrir que o querido tio Maverick não era tão querido assim…

De minha parte acho que o Bunny emocionalmente parou no tempo: ele ainda é aquele garotinho de quatro anos, contemplando as ruínas de seu lar. E o Kotetsu instintivamente percebeu isso, daí sua insistência em querer se aproximar, em querer ajudar mesmo sendo rechaçado sem dó.

Fico imaginando se os criadores de Tiger and Bunny algum dia vão abordar a questão dos danos psicológicos sofridos pelo Barnaby. Ninguém passaria incólume por vinte anos de lavagem cerebral (tá, não é bem lavagem cerebral, o Maverick só alterava a memória dele, mas fazer isso trocentas vezes deve causar o mesmo prejuízo, ou até mais… imagine como deve ser nunca ter certeza se suas lembranças são verdadeiras ou não?). Seria bem interessante se fizessem isso.

Concluindo, Barnaby Brooks Jr. não me impressionou muito no início, mas acabou me comovendo e fascinando no fim.

Yakko, over and out.

Eu sei que prometi que o próximo post seria sobre o Bunny-chan, mas decidi adicionar esse texto que é mais geral, porém tem um pouco a ver com Tiger e Bunny. Trata-se do incrível e maravilhoso universo das fanfics e fanarts.

Eu entendo que o bom daquilo que é feito por fãs é a liberdade. E daí se no anime Tiger e Bunny nunca se beijaram nem trocaram juras de amor? Se um(a) fã acha que eles ficam lindos juntos, pode muito bem escrever uma fanfic em que eles namoram, casam, tem filhos… ou desenhar os dois se beijando… é coisa de fã, sem compromisso com produção, retorno financeiro, ou mesmo qualidade artística (se bem que quanto melhor a qualidade do trabalho, mais chances de ter aquele gostinho bom de ser elogiado e admirado pelo fandom).

Kotetsu

O Kotetsu original…

little tiger

…e a minha tentativa de fanart. Apesar das diferenças dá pra perceber que é uma versão chibi do Kotetsu por causa da barbicha e do sorrisão confiante, né? XD

Certa vez li um artigo sobre fanfics em um jornal, em que o autor questionava a exigência que certos fãs faziam de que os personagens estivessem IC (In Character, em inglês, significa “de acordo com o perfil oficial”). Para quê isso, ele se perguntava, se fanfic é algo que o fã escreve para satisfazer suas fantasias, que frequentemente são muito diferentes do que foi concebido pelo criador original da série/anime/filme/etc.? Dou razão ao cara, porém com ressalvas. Trabalho de fã é essencialmente para satisfação pessoal, sim. Não busca lucro, não tem compromisso com o original. Mas busca, sim, reconhecimento. Basta uma rápida olhada numa página de um FF.net: todo mundo que publica pede reviews. Alguns buscam no fanfic uma forma divertida de exercitar a escrita, mas a grande maioria quer mesmo é fazer contato com outros fãs, pessoas que tenham fantasias similares que digam “eu amei sua fic, também shippo A com B, eles são tão fofos!” ou “sua fic arrasou, também acho que A deveria ter vencido aquela batalha, o B é um loser!”

E aí chegamos a uma encruzilhada: o bom da fanfic é a liberdade, mas o fã quer que sua história seja lida e apreciada por outros, então, não dá para ser tão livre assim. Isto, por que para que sua história seja lida e apreciada por outros, ela tem que ser bem escrita. Tem que ter começo, meio e fim (não necessariamente nessa ordem), tem que fazer sentido dentro do universo do fandom (nada de fazer aparecer fadas numa fic de, digamos, Samurai X, a não ser que você tenha uma explicação muito, mas muito boa mesmo para isso acontecer). E, principalmente, os personagens tem que estar reconhecíveis, já que eles são a razão de ser da sua história. Afinal, se eu gosto de Tiger e Bunny a ponto de procurar fanfics para ler, é por que eu gosto daquele universo e daqueles personagens. Uma história em que o Kotestu é tão diferente do original que não se consegue reconhecê-lo não tem graça. O mesmo vale para fanart: se eu desenhar um cara supermusculoso com cabelo preto e liso e disser que é o Barnaby, ninguém vai aceitar.

 

Para mim, a resposta para este dilema é: cuidado e carinho. Pense nos bons escritores de ficção científica e fantasia. Eles conseguem fazer os leitores aceitarem universos paralelos, vampiros, bruxas e todo o tipo de coisa que pouca gente leva a sério na vida real, por que sabem urdir uma trama com cuidado, com atenção aos detalhes, de forma que, depois de ler um ou dois parágrafos já estamos acreditando em tudo.

Não tenho nada contra quem curte escrever e ler fanfics apenas para viver a fantasia de um Kotetsu transformado em intelectual tímido e Barnaby em um mafioso rude e cheio de marra. Eu apenas me reservo o direito de querer algo mais. Esta é a minha humilde tentativa de motivar aqueles que são como eu a buscarem, não a perfeição (aí também seria querer demais, né?) mas, pelo menos, o bem feito.

Levanto aqui a bandeira da qualidade nos fanworks. Deixo aqui a minha homenagem a todos aqueles que se esforçam para criar fanfics plausíveis, que se dão ao trabalho de pensar, de reler e reescrever para que os leitores possam embarcar na fantasia mais facilmente; a todos aqueles que, independentemente do nível de habilidade, se dão ao trabalho de buscar referências e dar atenção aos detalhes na hora de desenhar uma fanart.

O maravilhoso mundo das fanfics e fanart deve muito a vocês. Parabéns!

Fanficcers de qualidade

Milla Ruby Wind ( http://www.fanfiction.net/u/1496032/Milla_Ruby_Wind ): uma das poucas ficcers de qualidade que conheço que escrevem em português. No FF.net ela só tem 3 histórias publicadas, e só uma de Tiger e Bunny mas vale a pena ler. Sua especialidade é o angst.

Lirit Thttp://www.fanfiction.net/u/1694090/Lirit_T ): mais uma que escreve em português. Atualmente ela tem escrito mais sobre Avengers. Adorei “Entrelaces” e “Your Story”, ambas de Tiger e Bunny.

Kitarinhttp://www.fanfiction.net/u/302619/ ): se você não sabe inglês, faça um curso para poder ler as fics de Kitarin. Ela é absolutamente fantástica, não dá para não se emocionar com o que ela escreve. E ainda por cima escreve sobre dois dos meus All Time Favorites – Get Backers e Tiger e Bunny!

Imadra Bluehttp://www.fanfiction.net/u/87408/ ): esta é uma ficcer de nível profissional e outra que, se você não sabe inglês deve procurar aprender para poder conhecer. Escreve excelentes fics de aventura e ação, o que é difícil de se encontrar em fanfictions. Imadra Blue tem uma respeitável lista de fics publicadas no FF.net dos mais variados fandoms, desde Star Wars passando por Final Fantasy, Kuroshitsuji, Katekyo Hitman Reborn e, claro, Tiger e Bunny.

No caso de fanarts, como é difícil conseguir permissão dos artistas para publicar os desenhos deles (mando 10 e-mails, 1 responde e geralmente é “não”, por isso a minha galeria não vai pra frente, kkkk), vou só indicar onde vocês podem encontrar arte de qualidade. Os mais belos que já vi estão no Pixiv.net, mas como o site é japonês fica um pouco difícil achar o seu fandom lá dentro. A outra opção é o Deviantart, que é um site americano.

 

Yakko, over and out.

 

 

bunny, ivan and kotetsu

A dupla dinâmica Barnaby e Kotetsu, mais o “papagaio-de-pirata” Ivan…

Acho que eu sou apenas uma entre muitos que foram surpreendidos por este anime. Vi um número enorme de comentários, tanto de fãs brasileiros quanto de outros países que diziam a mesma coisa: “quando vi o título e a sinopse achei que fosse uma droga.” Pois é.

Parecia ser uma bomba. Tinha todo o jeito de ser uma bomba. Só que não era. Muito pelo contrário.

Tiger and Bunny é um anime fantasticamente bom. Tem uma boa história com doses saudáveis de humor, drama e ação e, principalmente, personagens carismáticos e bem construídos. Vou me permitir não fazer a sinopse (pois eu tenho pra mim que a maioria já sabe, afinal o anime não é tão novo assim) para ter mais tempo de discorrer sobre as impressões que tive desta série. Atenção, há spoilers (embora não sejam muito claros) daqui pra frente!

E aqui começo minha ode a Kotetsu “Tiger” Kaburagi, um dos personagens mais memoráveis de todos os tempos. Ele conseguiu o prodígio de se tornar um dos mais populares apesar de ser o total oposto do que costuma ser popular: não é jovem, nem bonito; é trapalhão, do tipo que tropeça nos próprios pés e sempre fala a coisa errada na hora errada; faz coisas erradas como apelar para a bebida para encarar seus problemas e quebrar promessas feitas para sua filha, uma menina de nove anos com quem ele praticamente só tem contato por telefone. Mesmo assim todo mundo ama o Wild Tiger.

É que Kotetsu, acima de tudo, tem um coração do tamanho do mundo. Já vi muitos fãs comentarem que ele é “igualzinho ao meu pai”. Tudo o que ele faz, é com a melhor das intenções. Ele tem uma integridade, uma fé em princípios que muita gente já se desiludiu e não crê mais, tanto no anime quanto na vida real, que chega a dar dó. Ao mesmo tempo, ele não é totalmente ingênuo como o Sky High, por exemplo. Nos momentos decisivos, Kotetsu revela-se um lutador astucioso. Curiosamente, apesar de suas trapalhadas (ou às vezes, por causa delas), foi sempre ele a descobrir “o X da questão” no correr da série: no episódio da bomba no elevador, no caso do Jake Martinez e do passado de Barnaby.

Outra coisa que me fascina no Wild Tiger é o seu design. Achei extremamente bem feito, embora deva ser um pesadelo para qualquer desenhista fazer o personagem em diferentes ângulos e poses, já que é bem complexo, cheio de detalhes. Dá pra perceber que a inspiração é um tigre: o formato do cabelo, o boné listrado, a barbicha esquisita remetem à imagem do animal.

kotetsu

Kotetsu T. Kaburagi, AKA Wild Tiger. Apesar das muitas reclamações da pequena Kaede, muitos fãs o consideram um “paizão”.

E, é claro, como não poderia deixar de ser, as anteninhas das fujoshi logo repararam que a relação entre Kotetsu e seu jovem parceiro, o rico, belo, inteligente, solitário e carente Barnaby Brooks Jr., dava pano para manga. (Não se preocupem, fãs do Bunny-chan, por que vou fazer um post separado só para falar dele assim como estou falando do Oji-san agora…)

Para começar, o apelido que Kotetsu põe no parceiro logo de cara: “Bunny” (“coelhinho” em inglês). Depois, tem os comentários: “Você não é nem um pouco fofo apesar de ser um coelhinho”. E ainda, as reações tipicamente tsundere do Barnaby: fala que não gosta do Kotetsu, que ele só atrapalha, que não dá para trabalhar com um parceiro assim, mas quando o homem se arrebenta só para ajudá-lo, fica todo emotivo e chora rios de lágrimas…

lágrimas

“Ei, você tem lindos cílios compridos…”

fried rice

“Eu estive treinando pra cozinhar cha-han pra você!”

E, pra botar mais lenha na fogueira, veio a entrevista com o staff do anime (não me lembro quem eram, apelei pra São Google mas não consegui achar o texto) em que perguntaram se era proposital o fato de que Barnaby parecia cada vez mais “feminino” e atraído pelo Kotetsu no correr da série, e eles disseram algo como “bem, o Kotetsu deve estar feliz, afinal se é bom ser atraente só para mulheres deve ser melhor ainda ser atraente para mulheres E homens – significa que você é atraente pra caramba!”

Nossa, tem muito mais que eu queria falar sobre o meu querido Oji-san, mas o tempo urge e o post está ficando longo… O próximo post vai focar no Bunny-chan e também mais um pouquinho sobre o relacionamento dos dois.

E, pra fechar com chave de ouro, mais algumas imagens inspiradoras para as fujoshi de plantão:

cuddle

Adoro esta fanart! O Bunny parece tão aconchegado nos braços do Tiger…

cha-han

A história do Bunny treinando pra cozinhar pro Tiger rendeu trocentos doujinshis… Achei muito fofo!

wedding

Não sei se por parecer mais “feminino”, o Bunny fica muito bem de vestido de noiva…

Como não estou conseguindo me entender com os controles do WordPress, segue abaixo a lista de links para a galeria das artistas que desenharam os belíssimos fanarts acima:

Tiger e Bunny aconchegados

Bunny servindo cha-han

Casamento de Tiger e Bunny

Yakko, over and out.

Acabo de assistir alguns episódios de Brave 10 e a minha irritação exige que eu escreva este post da revolta.

Brave 10 poderia ser um anime bacana. O design é bonito, a animação tem qualidade e a história é razoavelmente interessante. O que estraga é a Izanami, que parece a reencarnação da Miaka de Fushigi Yuugi (aaarrrghhh). Chorona, inútil e sem simancol – como é que uma jovem que não sabe se defender insiste em acompanhar guerreiros numa missão perigosa? Que menina “bondosa” é essa que se fia nos outros para defendê-la enquanto se mete em encrenca após encrenca? Não há nenhuma qualidade redentora nela, nem humor, nem beleza, nenhuma característica instigante, nada.

Brave 10

Brave 10: a Izanami está chegando perto de destronar a Miaka como “personagem mais chata da história” na minha lista pessoal de animes…

Uma das razões para eu gostar de yaoi, shonen ai, fanservice é a escassez de bons personagens femininos. Eu entendo que os homens tenham lá as suas fantasias – ser um herói e salvar donzelas em perigo, essas coisas. Acho perfeitamente razoável que mangás/animes voltados para o público masculino tenham donzelas indefesas em profusão. Também entendo que mesmo hoje em dia, muitas meninas ainda sonham ser a princesa salva pelo herói galante e bonitão. Não vejo problema nisso. O que me desagrada é quando tentam vender gato por lebre. O que me desagrada são os estereótipos pobres, sem fundamentos sólidos (sim, estereótipos com fundamentos sólidos existem, e os grandes personagens dos contos de fadas são um bom exemplo disso), sem absolutamente nada de interessante. Abaixo seguem alguns tipos de personagens femininos comuns em mangás e animes que me irritam demais.

Estereótipo 1: a moça que dizem ter um IMENSO PODER, que todos estão ávidos por conseguir, mas que passa o anime inteiro sendo salva de tentativas de sequestro, assassinato, etc., chorando e se descabelando porque “está causando problema para todos” mas NUNCA FAZ PORCARIA NENHUMA COM O PODER QUE TEM. E o pior, quando ela tenta buscar formas de  se defender, de fazer alguma coisa sozinha, sempre se mete em encrenca e “aprende” que o melhor que ela pode fazer é “confiar” no seu herói para salvá-la do perigo.

Estereótipo 2: a moça que é apresentada como uma PODEROSA GUERREIRA, que nunca foi derrotada antes… e por algum golpe baixo da imaginação do escritor (envenenamento, doença terminal, etc) acaba sendo aprisionada pelo vilão e salva pelo herói QUE NÃO TINHA UM DÉCIMO DO PODER DELA.

Estereótipo 3: a moça que chega desafiando o herói, insistindo em competir em pé de igualdade com ele… apenas para se apaixonar por ele e começar a “perceber” como “as costas de um homem são largas” e “como ela foi tola de achar que poderia ser melhor do que ele”. AAhh, que nojo, que asco!

Para mim, isso é enganar o espectador. Como eu já disse antes, não tenho nada contra donzelas-em-perigo, desde que sejam honestas. Há muitas formas inteligentes e divertidas de construir esse tipo de personagem sem recorrer a golpes baixos.

EU NÃO GOSTO

fushigi yuugi

TAMAHOMEEEE! Nunca um personagem feminino me irritou tanto quanto a Miaka de Fushigi Yuugi.

saint seiya

Atena de Saint Seiya: como é que alguém que dizem ser a reencarnação de uma deusa-guerreira, que nem mesmo o próprio Deus da Guerra vencia em combate, pode ser tão inútil?

angelique

Angelique: “kawaii” sem substância é que nem doce malfeito: enjoativo, melado e deixa um gosto ruim na boca depois.

EU GOSTO

zatch bell

Zatch Bell tem um bom elenco feminino: a hilária “donzela indefesa” Suzy, a discreta e eficiente Megumi, as lutadoras Cherry e Li-en.

sket dance

Sket Dance: a série ainda não terminou, mas pelo menos por enquanto a Hime tem o meu respeito. Ela é forte, extremamente engraçada e muito humana. Espero que o anime não mude de rumo e ela acabe “descobrindo a sua feminilidade” – o que, nos animes, quase sempre significa ser submissa aos homens.

Ikoku meiro no croisse

Ikoku Meiro no Croisse: A minúscula e delicada Yune é a prova irrefutável que “kawaii” não precisa ser sinônimo de “irritante”. Ela consegue ser uma protagonista fofíssima sem melodrama, sem lágrimas, e com muita força interior.

Pra encerrar este post revoltado, retorno a Brave 10 que foi o estopim de tudo: como eu disse, a Izanami é um porre, mas eu pretendo assistir mais alguns episódios por causa dos outros personagens que são bem interessantes. Gosto da versão deles do Sarutobi Sasuke (bem diferente daquele de Sengoku Basara) e da Anastacia, ela sim me parece um personagem feminino que vale a pena, se bem que tenho muito receio de que a ninja russa não vá ter um final feliz nessa história. Só o futuro dirá se Brave 10 vai merecer uma review completa aqui ou não.

Yakko, over and out.

Estou assistindo…

Ainda estou criando coragem para escrever a minha review de Tiger and Bunny… Enquanto isso, aqui vai uma rápida lista dos animes que estou tentando acompanhar e um breve comentário sobre cada um deles.

KUROKO NO BASKET

kuroko no basket

A dupla de protagonistas promete…

No momento que escrevo isto aqui o anime está em seu quinto episódio. Muito cedo para dizer se vale a pena, mas a primeira impressão foi boa. Kuroko é um protagonista interessante, e apesar da expressão impassível, bastante engraçado. Nos primeiros episódios o triângulo Kagami-Kuroko-Kise teve um cheirinho de fanservice. Espero que seja tão bom quanto parece.

TSURITAMA

tsuritama

O quarteto de jovens pescadores é bem curioso…

Tsuritama é uma das coisas mais exdrúxulas que já vi. O estilo do desenho e da animação foge um pouco do tradicional, assim como a história, que parece não ter pé nem cabeça. Já vi gente shipando Yuki/Haru e Natsuki/Yuki mas pessoalmente não vi nada que me despertasse atenção no quesito yaoi. Não achei que fosse me interessar mas já assisti 5 episódios e, inacreditavelmente, estou esperando o próximo com certa ansiedade.

KIMI TO BOKU

kimi to boku

A primeira temporada alternou momentos hilários com outros de puro tédio. Será que a segunda vai ser melhor?

 No início da primeira temporada, Kimi to Boku me animou. Parecia ser um slice of life bem-humorado e com algum fanservice interessante entre Yuki/Shun, Yuki/Chizuru e Kaname/Shun, entre outros. Depois, descambou para o tédio, principalmente na fase do relacionamento morno e totalmente sem graça entre o Yuki e a moça da cantina, e eu esqueci o anime. Agora decidi dar uma chance à segunda temporada. Vamos ver se desta vez vai ser diferente.

Além destes, há alguns animes que comecei mas acabei me desinteressando como Mawaru Penguindrum (não aguento mais a cena da transformação da menina…), Un-go (personagens sem carisma), Persona 4 (personagens absurdamente sem carisma) e Saint Seya – Lost Canvas (todos os personagens que me interessavam morreram, pô!).  Enfim, o futuro dirá se as séries acima entrarão na minha lista de All Time Favorites…

Yakko, over and out.

Depois de um longo hiato (explicado no post anterior), aqui vai a parte 2 de comentário sobre KKM. Aqui vou tratar especificamente dos principais “casais” da série. ATENÇÃO! Este post contém spoilers para toda a série!

CONRAD X YUURI
Conrad e Yuuri

Não, isto não é fanart, aconteceu mesmo no anime...

 

A relação destes dois já foi interpretada de tudo quanto é jeito. O certo é que Conrad, seja como amante, figura paterna ou “modelo a ser seguido”, é uma pessoa de grande importância afetiva para Yuuri. Além da cena acima, há diversos indícios da força dos laços que os unem: a forma como Conrad se desespera quando não consegue impedir o sequestro de seu jovem Rei no arco inicial da série, a imensa tristeza de Yuuri de não poder ter Conrad a seu lado no “Arco da Traição”

 

As frases de Conrad são uma atração à parte. Vejamos algumas (desculpem se não uso as palavras exatas, já faz anos que assisti o anime e estou sem tempo pra pesquisar isso na internet).

“… minha espada é sua. E se Sua Majestade assim o desejar, também será o meu corpo e minha vida.”

Conrad: “Se sua Majestade morrer, Gunter irá chorar.”

Yuuri: “E você, Conrad? Choraria por mim se eu morresse?”

Conrad: “Se isso acontecesse, nós nos encontraríamos em outro lugar.” (a frase fica estranha em português, mas basicamente significa que Conrad acompanharia Yuuri na morte)

“Eu juro que jamais o deixarei sozinho, Yuuri.”

conyuu

E não, isto também não é fanart, é o mangá original...

Há também o fato de que Yuuri é a reencarnação de Suzana Julia, que foi “uma pessoa importante” na vida de Conrad. O anime nunca deixa claro o que havia entre os dois, mas pessoalmente, eu acredito que era amor, pelo menos por parte de Conrad. Afinal, quando Ulrike o encarrega de levar a alma de Julia para a Terra, ele questiona se a escolha foi acertada.

Conrad: “Eu poderia quebrar este frasco, colocar a alma dela em uma criança de minha escolha e criá-la à minha maneira. Eu teria total controle sobre o futuro Maou.” 

Ulrike: “Ou você poderia fugir e se esconder com este frasco em algum lugar distante e viver tranquilamente com ela para sempre. É isso o que você realmente gostaria de fazer, não é, Conrad?” 

conrad e yuuri

Minha vida pertence ao rei Yuuri!

Dito isso, também é importante apontar que Yuuri parece meio desapontado quando descobre toda a história sobre Conrad e Julia. Ele pensa, “então ele é assim dedicado a mim só por que eu tenho a alma dela…”  É quase como se ele tivesse ciúmes de sua encarnação anterior.

 

 

 

 

 

 

YUURI X WOLFRAM OU WOLFRAM X YUURI
Yuuri and Wolfram

Aaahh, o amor...

 

 

No caso desses dois, dá pra imaginar as duas possibilidades. As shippers deste par alegam que é praticamente “oficial”, já que Wolfram é “noivo” de Yuuri, sem contar as diversas cenas cômicas da dupla.

Pessoalmente, acho que pelo menos até o Arco da Traição, tudo não passa de brincadeira e eles são apenas dois garotos que começam brigando e acabam virando amigos. Depois, a coisa muda de figura. Com Yuuri desaparecido e Conrad presumivelmente morto, Wolfram toma para si a missão de salvar o seu rei. Ele, que sempre foi orgulhoso e mimado, aceita viajar com Gisela e seus soldados em condições humildes, sem enjoar no navio nem reclamar da comida simples. Wolfram amadurece, torna-se mais gentil e mais firme, e quando finalmente reencontra Yuuri, ele já é forte o suficiente para apoiar o seu rei de uma forma muito mais segura e sólida. A expressão em seu rosto quando ele segura Yuuri pelo braço, salvando-o de cair de um precipício, já não tem nada de moleque mimado. E ele diz, “finalmente te peguei!”

Não que Wolfram não tivesse dado nenhuma mostra de amadurecimento antes. Desde a chegada de Yuuri, Wolfram vem mudando. Apenas me parece que o processo se acelerou bastante no Arco da Traição. Uma coisa que me irrita um pouco referente ao Wolfram é que o anime explora muito pouco o lado sério dele. Embora pareça ter a mesma idade de Yuuri, ele viveu muito mais, e principalmente, viveu num mundo perigoso, cresceu num período de guerra. Wolfram podia ser muito mais fodão sem deixar de ser engraçado (como o Yozak, por exemplo).

 

 

 

YUURI X MURATA OU MURATA X YUURI
Yuuri and Murata

Oieee! Sou Murata Ken, sua alma gêmea!

Mais um par que qualquer dos dois pode ser uke ou seme. A favor deles nós temos o fato de que o destino de Murata já estava ligado a Yuuri desde antes dos dois nascerem: Doc Rodriguez, responsável pela alma do primeiro, ajudou Conrad quando este veio à Terra trazendo a alma de Julia para reencarnar no segundo. Quando os dois liberaram as almas, Conrad fez uma oração ao sol, Rodriguez fez o mesmo para a lua. Além disso, Murata é a chave para Yuuri viajar de um mundo para outro. Mais tarde ficamos sabendo que, embora tenha muito poder, Murata funciona mais como um amplificador do poder de Yuuri. Enfim, os dois com certeza tem uma forte conexão.

Pessoalmente, acho que o Murata não tem muito interesse romântico. Ele gosta de Yuuri, mas acho que o peso de lembrar de todas as suas encarnações anteriores deve tornar a visão que ele tem do amor muito diferente da maioria dos mortais.

 

 

YOZAK X YUURI
Yozak and Yuuri

O guri está a salvo comigo.

O Yozak é um dos personagens secundários que eu mais gosto. Ele é engraçado, bem-humorado, amigo leal e profissional ultra-competente. Além disso, a voz dele é muito sexy.

Assim como Wolfram e Gwendal, Yozak duvida da capacidade de Yuuri como Maou no início, mas depois que este prova o seu valor, torna-se tão leal e dedicado quanto Conrad, embora não tão protetor. Yozak vê Yuuri como um garoto que precisa de espaço e desafios para crescer, e não acha nada demais deixar que ele tente se virar sozinho de vez em quando. O que não significa que Yozak não seja capaz de dar a sua vida para salvar o seu rei.

conrad and yozak

Amigos de infância...

conrad and yozak

... ou algo mais?

 

Yozak também é frequentemente cogitado pelas fujoshi como amante de Conrad e também fazendo par com o Murata. No primeiro caso, os dois são amigos de infância, salvaram a vida um do outro diversas vezes, e no mangá eles aparecem juntos de uma forma meio sugestiva. No segundo caso, depois que Murata se revela como a reencarnação do Grande Sábio Yozak frequentemente se encarrega de servi-lo e protegê-lo, e os dois costumam trabalhar juntos para ajudar Yuuri a sair de enrascadas.

GWENDAL X YUURI

gwendal and yuuri

Engraçado a frequência com que Yuuri aparece nessa posição...

Este pairing aconteceu durante a busca da Makyou, ou Flauta Demoníaca, em que Gwendal e Yuuri se perdem no deserto. Apesar de rabugento e carrancudo, Gwendal, como os espectadores logo descobrem, adora tudo o que é pequeno e fofo – crianças, bichinhos (reais ou de brinquedo), essas coisas. Tudo acontece como numa comédia romântica: uma noite, Yuuri queixa-se de frio e Gwendal sugere (ou melhor, ordena) que ele chegue mais perto para “compartilhar o calor corporal”. Yuuri acaba dormindo quase no colo do general. Depois, eles são confundidos com um casal de amantes em fuga, perseguidos e presos. Um apanha tentando proteger o outro. Quantas vezes não vimos isso em romances de Hollywood? Claro que em KKM todos esses clichês vem temperados com saudáveis doses de humor.

Entretanto, depois da aventura no deserto, o casal Gwendal x Yuuri não foi pra frente. Tirando a lealdade e confiança que foi definitivamente conquistada, Gwendal não mudou muito o seu comportamento em relação ao jovem rei. De todos os personagens principais, acho que ele foi o menos afetado por Yuuri.

gwendal e gunter

A cena do beijo. Pena ter sido "acidente", né?

Outro par popular para Gwendal é Gunter, já que os dois praticamente governam Shin Makoku juntos enquanto Yuuri ainda não tem condições para assumir o trono por completo. Há a famosa cena do beijo, em que Gwendal é forçado a beijar Gunter – ou melhor, a tiara mágica que ficou entalada na cabeça do Gunter. Além disso, quando os dois discutem, às vezes eles realmente soam como um casal de meia-idade, haha.

 

 

 

GUNTER X YUURI

gunter e yuuri

Eu, Gunter, vivo para servir a Vossa Majestade...

Gunter é o personagem que mais abertamente se encanta com Yuuri. Assim como Conrad, desde o início ele jamais duvida da capacidade do jovem Maou. Ele alimenta as mais extravagantes fantasias românticas sobre Yuuri (o episódio em que ele vai parar numa espécie de mosteiro e tem suas odes de amor ao Rei reveladas para os monges é hilária). Curiosamente, um dos personagens da série definiu a relação Gunter=>Yuuri como a de um “vovô coruja e seu primeiro neto”. Até que faz sentido se pensarmos que Gunter, apesar da bela aparência, é provavelmente o mais velho dos personagens principais – afinal, ele foi tutor do Conrad.

O que eu gosto no Gunter é que, apesar de funcionar como comic relief a maior parte do tempo, ele é fodão. Sabemos desde o início da série que ele é um dos, ou talvez o melhor espadachim do reino. Apesar de seu carinho por Conrad, Gunter não hesita em lutar para valer quando acredita que seu ex-aluno tornou-se um traidor. Ele pode até bancar o herói misterioso como no episódio em que viaja incógnito pelas partes mais longínquas do reino e ajuda uma jovem a salvar sua cidade, no estilo dos antigos filmes de cowboy.

 

 

 

 

SARALEGUI X YUURI OU YUURI X SARALEGUI

saralegui and yuuri

Olhe nos meus olhos, Yuuri, seja meu escr... quero dizer, amigo!

Saralegui é talvez o único personagem pelo qual Yuuri chega a demonstrar algum indício de atração romântica. No episódio em que os dois estão escondidos numa espécie de mausoléu, Yuuri observa que Sara é “muito bonito” e fica com o rosto vermelho. E Saralegui é deliberadamente sedutor, usando dos mais variados artifícios para se aproximar do Maou – por motivos que parecem claramente egoistas no início, mas que aos poucos vamos descobrindo que não é bem assim.  Ele chega a conseguir uma espécie de domínio hipnótico sobre Yuuri até mesmo quando ele se transforma em Maou, o que pessoalmente eu acho que só seria possível se houvesse um sentimento muito especial da parte dele. De qualquer forma, Sara é um rapaz bastante confuso, ao mesmo tempo que tem inveja e ciúme por Yuuri ter tudo o que ele não tem, também parece querer, lá no fundo, uma verdadeira amizade.

 

 

CONCLUSÃO

Em termos de fanservice, embora a linha principal do anime seja “todo mundo x Yuuri”, existem alguns casais paralelos bem interessantes. Graças a sua longa duração, KKM teve todo o tempo necessário para desenvolver seus personagens ao máximo. Infelizmente, mesmo assim, algumas linhas promissoras foram meio que negligenciadas como o relacionamento entre Gisela e Gunter – eles quase não tem cenas juntos embora sejam pai e filha – e Gisela e Wolfram. Acho que o relacionamento deles poderia ser mais aprofundado mesmo que não fosse romântico já que ela de certa forma participa de um rito de passagem dele.

KKM vai ser para sempre um de meus animes favoritos e espero, algum dia, conseguir ler o mangá e as novels todas…

Yakko, over and out.

 

sekaiichi

Junjou Romant... digo, Sekaiichi Hatsukoi, mais um adorável sucesso de Shungiku Nakamura

Yaay, Nakamura-sensei está de volta com mais trapalhadas românticas em sua nova criação yaoi, Sekaiichi Hatsukoi.

Vi apenas os primeiros 4 episódios do anime e li até o volume 4 do mangá, mas já fui irremediavelmente cativada. A série tem basicamente as mesmas falhas e qualidades de Junjou Romantica.

Onodera e Takano

Onodera e Takano, o casal que vive às turras

Como sempre, o traço da Nakamura é bonito mas um pouco duro e às vezes fica difícil saber quem é quem. Por exemplo, o rival de Onodera, Yokozawa, é parecido demais com Takano, tanto no físico quanto na personalidade – são como duas versões da mesma pessoa. O problema que isso causa é que simplesmente não se cria suspense nem tensão por que não dá pra acreditar que o Yokozawa seja uma possível ameaça ao relacionamento de Takano e Onodera.

Outra falha é que Kisa parece e se comporta de maneira inocente demais para um homem que já teve muitos casos. Experiência de vida faz diferença, por mais atrapalhado que o sujeito seja.

A história não difere muito de Junjou Romantica – parece que teremos três casais, Takano/Onodera, Yukina/Kisa e Hatori/Yoshino, sendo que os dois primeiros lembram muito Usagi/Misaki e Nowaki/Kamijou (o último casal ainda não apareceu nem no anime, nem no mangá).

Sekaiichi Hatsukoi - humor

Caretas impagáveis, situações hilárias… Onodera sempre me faz rir

Por outro lado, impossível não amar a leveza e o humor simples porém com timing impecável  de Sekaiichi Hatsukoi. Até agora, cada episódio rendeu muitas risadas. Além disso, me parece que o anime está um pouquinho – só um pouquinho mesmo – mais ousado nas cenas yaoi do que Junjou, talvez pelo fato dos personagens serem todos maiores de idade.

Cama!

Takano e Onodera na cama. Calma, não é o que você está pensando!(mas seria tão bom se fosse, né?)

Em resumo, se continuar assim pelos próximos episódios/capítulos, Sekaiichi Hatsukoi promete ser diversão garantida – algo perfeito para se curtir num fim de semana chuvoso.

Yakko, over and out.

Natsume Yujinchou

Natsume Yuujinchou

Natsume Yuujinchou é para quem curte o sobrenatural em estilo japonês

Acabo de devorar as duas temporadas de Natsume Yuujinchou e ainda estou com gostinho de quero mais. AMEI DE PAIXÃO!

Apesar de não ser um anime yaoi, leva muito jeito para ser, pelo menos, um shonen ai: o protagonista tem um jeito meio feminino (embora seja capaz de derrotar youkais no braço), e desperta um interesse fora do comum em pelo menos dois personagens masculinos.

Natsume Yuujinchou retrata as aventuras de Takashi Natsume, um garoto que tem o poder de ver ayakashis. Por causa dessa habilidade, desde pequeno ele é rejeitado e malvisto por todos. Após perder os pais, Natsume passa por duras experiências em diversos lares adotivos até finalmente ser acolhido pelo bondoso casal Fujiwara. Ao encontrar Madara, um poderoso youkai que se disfarça na forma de um gato incrivelmente gordo e feio, ele descobre que sua avó, Reiko, também era capaz de ver espíritos e demônios e que guardava num livro os nomes daqueles que ela vencia em combate. Ao ter o nome recolhido por Reiko, o ayakashi derrotado tornava-se um servo.

Natsume e Nyanko-Sensei

Natsume e seu protetor, Nyanko-Sensei

Diferente de sua avó, Natsume decide devolver os nomes recolhidos no Livro de Amigos(Yuujin=amigo, chou=livro). O problema é que para isso ele precisa localizar o dono de cada nome; além disso, muitos seres malignos cobiçam o livro, e não hesitariam em matar para consegui-lo. Para protegê-lo, Natsume conta com Madara, a quem ele chama de Nyanko-Sensei (“Mestre Gatinho” ou “Mestre Miau”).

A cada episódio temos um ayakashi a ser enfrentado/ajudado e sua história: há o Deus do Orvalho que está desaparecendo porque quase não tem mais devotos; há o espírito de uma andorinha que quer encontrar o homem que a ajudou no passado antes de desaparecer por completo; o espírito de um filhote de raposa que é salvo por Natsume e acaba se apegando a ele. A cada episódio, Natsume vai descobrindo um pouco mais sobre sua avó, seus colegas de escola, os youkais, e principalmente, sobre si mesmo.

Hina

O minúsculo Tatsumi...

Todos os personagens, mesmo aqueles que só aparecem em um único episódio, são muito bem desenvolvidos e provocam empatia. Destaque especial para o carregador de

Kogitsune

... e o pequeno youkai raposa, duas fofuras sobrenaturais

sombrinha do episódio “O Koto de Asagi”, que me lembrou um pouco o personagem Matsu, do filme “O Homem do Riquixá”; Gen, o solitário guardião da floresta que busca sua companheira desaparecida; os adoráveis Kogitsune (filhote de raposa) e Tatsumi, entre muitos, muitos outros.

Minha única decepção foi não haver um espaço maior para Tanuma e Natori, dois personagens muito promissores.

E quanto ao YAOI?

Como eu disse antes, este não é um anime yaoi, mas tem relações sugestivas, sim.


Natsume e Tanuma

Tanuma (à direita) é um tímido admirador de Natsume

TANUMA X NATSUME

Tanuma é filho de um sacerdote budista, tímido e reservado. Embora consiga sentir a presença e, às vezes, enxergar a sombra ou o reflexo dos youkais,  não tem tanto poder espiritual quanto Natsume. Ele quer muito ser amigo e ajudar Natsume, mas não se acredita capaz por não ser tão poderoso.

Acho muito doce o modo como Tanuma fica observando, quietinho, e sempre que surge uma oportunidade ele aparece para dar uma mãozinha. Quando Sasada, a presidente de classe chatinha, insiste em perseguir Natsume, é o Tanuma que dá um jeito de despistá-la; quando Natsume, ardendo em febre, desmaia, é Tanuma quem o segura.

Tanuma e Natsume conversam

"Eu queria poder conversar com você normalmente...", Natsume se explica ao compreensivo Tanuma

NATORI X NATSUME

Natori e Natsume

Natori, dublê de ator e exorcista (hããã?) bem que joga um charme pra cima do Natsume...

Shuuichi Natori é um ator famoso e também um exorcista (combinação esquisita, eu sei…). Possui três servas youkais que o ajudam e protegem, e sabe usar shikigamis (bonecos de papel enfeitiçados) e encantamentos. Embora não concorde com seus métodos  radicais de resolver problemas com ayakashis, Natsume acaba envolvido por seu charme e eles se tornam amigos.

A cena em que Natori e Natsume se conhecem é de fazer as anteninhas das fujoshi gritarem “ALERTA YAOI!”: Natsume tropeça e vai cair de cara no chão quando um braço forte o agarra pela cintura e o salva. Ele se vira para ver quem é, e aí temos um close do rosto sorridente de Natori.

E, para por mais lenha na fogueira yaoi, num encontro posterior, Natori convida Natsume para tomarem um chá e olhe o que acontece na figura abaixo:

Natori

"Gostaria de tomar um chá comigo, Natsume?"

E é claro que Natsume não consegue dizer “não”, haha…

Outras pistas que apontam para o yaoi surgem ao longo das esparsas, porém significativas aparições de Natori no decorrer das duas temporadas da série.

ATENÇÃO, SPOILERS DA SEGUNDA TEMPORADA DAQUI EM DIANTE.

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Eu adorei o episódio em que os dois viajam juntos para um ryokan (espécie de hotel construído e decorado como uma casa tradicional japonesa). Natori diz que ganhou um fim de semana grátis para duas pessoas e convida Natsume. Quando este lhe pergunta porque não leva outra pessoa já que um astro famoso como ele provavelmente deve conhecer muita gente interessante, Natori responde que “não há mais ninguém com quem eu poderia conversar tão livremente quanto com você”. PFFFF. Depois, ele vai pessoalmente pedir permissão à sra. Fujiwara para levar Natsume em sua viagem, como se o garoto fosse uma donzela… o que pode uma fã de yaoi fazer depois dessa? Se deliciar, é claro!

Uma vez no ryokan, Natori é cheio de cuidados: pergunta se Natsume está cansado, se está se divertindo, se o banho está bom…E, quando Natsume se assusta ao ter uma visão fantasmagórica, Natori insiste em investigar sozinho por que eles acabaram de sair do banho quente e ele não quer que Natsume pegue uma friagem.

Finalmente, quando estão deitados (no mesmo quarto, mas infelizmente em futons separados), Natori pergunta se Natsume está feliz com seus pais adotivos e oferece:

“Se um dia você se cansar de mentir, venha morar comigo.”

Não preciso dizer qual foi a minha reação ao ouvir isso, né?

É claro que quem não curte yaoi vai dizer que Natori só estava se comportando como se espera de um japonês bem-educado, que todos os seus cuidados para com Natsume se devem ao fato de ele se sentir responsável já que é mais velho, e também para impedir que Natsume se envolvesse no trabalho de exorcismo que ele ia fazer naquele lugar. Pessoamente, me reservo o direito de discordar.

Natsume Yuujinchou é um anime altamente recomendável por suas histórias simples mas bem feitas, seus personagens otimamente construídos e boa qualidade técnica. O estilo do desenho, o esquema de cores, a trilha sonora, tudo se encaixa admiravelmente bem para expressar a atmosfera agridoce, oscilando entre o realismo do dia-a-dia calmo e pacífico de uma cidade do interior e a magia dos mitos e antigas tradições que ali sobrevivem.

Yakko, over and out.

Seikimatsu Darling manga

Seikimatsu Darling - o yaoi mais hilário e fofo de todos os tempos...

Este é mais um mangá e anime bem antigo que vale a pena conhecer. Uma comédia shonen ai romântica, leve, excelente para alegrar o seu dia. O anime é curtinho, só um OVA, mas rende muita risada.

SEME X SEME


Ogata Kouichiro é um homem que nunca teve dificuldades para encontrar uma namorada. Entretanto, um belo dia ele se descobre irresistivelmente atraído por outro homem, Takasugi Youichiro. Passional, Ogata investe a mesma energia que sempre usou com as mulheres em cima de Takasugi. Convida-o para um jogo de beisebol, um cinema, presenteia-o com flores… e, finalmente, pede para namorá-lo. Takasugi revela que também se sente atraído por Ogata. Maravilha! Só tem um problema:

Nenhum dos dois quer ser o uke da relação.


seikimatsu darling

Ogata em choque: "Uke, eu? Tá querendo que eu fique por baixo? No way!"

A partir daí começa uma competição velada, porém feroz, entre Ogata e Takasugi, para decidir quem será o seme e quem será o uke.

É hilário o jeito que os dois, embora apaixonados, comportam-se como tradicionais machos alfa: Ogata quer mostrar seus dotes atléticos, Takasugi sempre dá um jeito de tomar as decisões pelos dois, e por aí vai.

Seikimatsu Darling vale a pena. O traço da mangaka Naruto Maki é longilíneo e elegante, e os SDs são simplesmente impagáveis, não dá pra olhar sem cair da risada. O timing das piadas é fantásticamente bom, tanto no mangá quanto no anime. Não deixe de ver o omake no final do anime, uma paródia engraçadíssima do Power Rangers, os Darling 5!

Yakko, out.

Sem palavras…

Desde o final de fevereiro que não escrevo nada aqui. Eu tinha intenção de postar alguma coisa ainda em março.

Aí aconteceu a tragédia no Japão.

Não tenho parentes nem amigos lá, mas é a terra dos meus avós. Embora eu seja brasileira de corpo e alma, nascida e criada aqui, o idioma, a cultura, os costumes japoneses fazem parte da minha vida. Ao assistir às notícias, sempre acabo reparando em um rosto, uma voz, um jeito de falar que me lembra um tio, uma prima, os meus pais. Não dá pra pensar no Japão como um país distante, estrangeiro, desconhecido. Passei as últimas semanas numa espécie de luto solidário, sem inspiração para nada.

Muita gente mais talentosa, inteligente e/ou espontânea do que eu já se expressou sobre o assunto de maneira melhor do que eu jamais conseguiria seja com palavras, gestos ou imagens.

Abaixo segue uma tradução livre da versão em inglês da canção “Succumb Not To Sorrow”. Baseada em um poema de Miyazawa Kenji – renomado escritor da Era Meiji –  foi composta para um evento organizado pelo astro Jackie Chan para levantar fundos para as vítimas da tragédia no Japão. É melhor do que qualquer coisa que eu tentasse escrever ou desenhar a respeito de tudo o que aconteceu desde 11 de março.

NÃO VAMOS SUCUMBIR À DOR

Não se deixando abater pela chuva
Não se deixando abater pelo vento
Não se deixando abater pela chuva
Não se deixando abater pelo vento
Não se deixando abater pela neve, nem pelo calor do verão (2x)
Sem receber elogios
Sem ser culpado
Quando há carestia, derramando lágrimas solidárias
Quando o verão está frio, vagando perturbado
Chamado por todos de cabeça-dura
Livre de desejos
Nunca perdendo a paciência
Com um corpo forte
Cultivando uma alegria discreta
Em tudo, colocando os outros em primeiro e a si mesmo em último lugar
Sem receber elogios
Sem ser culpado
Quando há carestia, derramando lágrimas solidárias
Quando o verão está frio, vagando perturbado
Chamado por todos de cabeça-dura
Não se deixando abater pela chuva
Não se deixando abater pelo vento
Não se deixando abater pela chuva
Não se deixando abater pela neve, nem pelo calor do verão
É uma pessoa assim que eu quero ser

O site oficial do Jackie Chan tem um vídeo da música cantada em japonês. Para quem quiser ver, clique aqui.

Yakko, over and out.