Category: Mangá


Depois de um longo hiato (explicado no post anterior), aqui vai a parte 2 de comentário sobre KKM. Aqui vou tratar especificamente dos principais “casais” da série. ATENÇÃO! Este post contém spoilers para toda a série!

CONRAD X YUURI
Conrad e Yuuri

Não, isto não é fanart, aconteceu mesmo no anime...

 

A relação destes dois já foi interpretada de tudo quanto é jeito. O certo é que Conrad, seja como amante, figura paterna ou “modelo a ser seguido”, é uma pessoa de grande importância afetiva para Yuuri. Além da cena acima, há diversos indícios da força dos laços que os unem: a forma como Conrad se desespera quando não consegue impedir o sequestro de seu jovem Rei no arco inicial da série, a imensa tristeza de Yuuri de não poder ter Conrad a seu lado no “Arco da Traição”

 

As frases de Conrad são uma atração à parte. Vejamos algumas (desculpem se não uso as palavras exatas, já faz anos que assisti o anime e estou sem tempo pra pesquisar isso na internet).

“… minha espada é sua. E se Sua Majestade assim o desejar, também será o meu corpo e minha vida.”

Conrad: “Se sua Majestade morrer, Gunter irá chorar.”

Yuuri: “E você, Conrad? Choraria por mim se eu morresse?”

Conrad: “Se isso acontecesse, nós nos encontraríamos em outro lugar.” (a frase fica estranha em português, mas basicamente significa que Conrad acompanharia Yuuri na morte)

“Eu juro que jamais o deixarei sozinho, Yuuri.”

conyuu

E não, isto também não é fanart, é o mangá original...

Há também o fato de que Yuuri é a reencarnação de Suzana Julia, que foi “uma pessoa importante” na vida de Conrad. O anime nunca deixa claro o que havia entre os dois, mas pessoalmente, eu acredito que era amor, pelo menos por parte de Conrad. Afinal, quando Ulrike o encarrega de levar a alma de Julia para a Terra, ele questiona se a escolha foi acertada.

Conrad: “Eu poderia quebrar este frasco, colocar a alma dela em uma criança de minha escolha e criá-la à minha maneira. Eu teria total controle sobre o futuro Maou.” 

Ulrike: “Ou você poderia fugir e se esconder com este frasco em algum lugar distante e viver tranquilamente com ela para sempre. É isso o que você realmente gostaria de fazer, não é, Conrad?” 

conrad e yuuri

Minha vida pertence ao rei Yuuri!

Dito isso, também é importante apontar que Yuuri parece meio desapontado quando descobre toda a história sobre Conrad e Julia. Ele pensa, “então ele é assim dedicado a mim só por que eu tenho a alma dela…”  É quase como se ele tivesse ciúmes de sua encarnação anterior.

 

 

 

 

 

 

YUURI X WOLFRAM OU WOLFRAM X YUURI
Yuuri and Wolfram

Aaahh, o amor...

 

 

No caso desses dois, dá pra imaginar as duas possibilidades. As shippers deste par alegam que é praticamente “oficial”, já que Wolfram é “noivo” de Yuuri, sem contar as diversas cenas cômicas da dupla.

Pessoalmente, acho que pelo menos até o Arco da Traição, tudo não passa de brincadeira e eles são apenas dois garotos que começam brigando e acabam virando amigos. Depois, a coisa muda de figura. Com Yuuri desaparecido e Conrad presumivelmente morto, Wolfram toma para si a missão de salvar o seu rei. Ele, que sempre foi orgulhoso e mimado, aceita viajar com Gisela e seus soldados em condições humildes, sem enjoar no navio nem reclamar da comida simples. Wolfram amadurece, torna-se mais gentil e mais firme, e quando finalmente reencontra Yuuri, ele já é forte o suficiente para apoiar o seu rei de uma forma muito mais segura e sólida. A expressão em seu rosto quando ele segura Yuuri pelo braço, salvando-o de cair de um precipício, já não tem nada de moleque mimado. E ele diz, “finalmente te peguei!”

Não que Wolfram não tivesse dado nenhuma mostra de amadurecimento antes. Desde a chegada de Yuuri, Wolfram vem mudando. Apenas me parece que o processo se acelerou bastante no Arco da Traição. Uma coisa que me irrita um pouco referente ao Wolfram é que o anime explora muito pouco o lado sério dele. Embora pareça ter a mesma idade de Yuuri, ele viveu muito mais, e principalmente, viveu num mundo perigoso, cresceu num período de guerra. Wolfram podia ser muito mais fodão sem deixar de ser engraçado (como o Yozak, por exemplo).

 

 

 

YUURI X MURATA OU MURATA X YUURI
Yuuri and Murata

Oieee! Sou Murata Ken, sua alma gêmea!

Mais um par que qualquer dos dois pode ser uke ou seme. A favor deles nós temos o fato de que o destino de Murata já estava ligado a Yuuri desde antes dos dois nascerem: Doc Rodriguez, responsável pela alma do primeiro, ajudou Conrad quando este veio à Terra trazendo a alma de Julia para reencarnar no segundo. Quando os dois liberaram as almas, Conrad fez uma oração ao sol, Rodriguez fez o mesmo para a lua. Além disso, Murata é a chave para Yuuri viajar de um mundo para outro. Mais tarde ficamos sabendo que, embora tenha muito poder, Murata funciona mais como um amplificador do poder de Yuuri. Enfim, os dois com certeza tem uma forte conexão.

Pessoalmente, acho que o Murata não tem muito interesse romântico. Ele gosta de Yuuri, mas acho que o peso de lembrar de todas as suas encarnações anteriores deve tornar a visão que ele tem do amor muito diferente da maioria dos mortais.

 

 

YOZAK X YUURI
Yozak and Yuuri

O guri está a salvo comigo.

O Yozak é um dos personagens secundários que eu mais gosto. Ele é engraçado, bem-humorado, amigo leal e profissional ultra-competente. Além disso, a voz dele é muito sexy.

Assim como Wolfram e Gwendal, Yozak duvida da capacidade de Yuuri como Maou no início, mas depois que este prova o seu valor, torna-se tão leal e dedicado quanto Conrad, embora não tão protetor. Yozak vê Yuuri como um garoto que precisa de espaço e desafios para crescer, e não acha nada demais deixar que ele tente se virar sozinho de vez em quando. O que não significa que Yozak não seja capaz de dar a sua vida para salvar o seu rei.

conrad and yozak

Amigos de infância...

conrad and yozak

... ou algo mais?

 

Yozak também é frequentemente cogitado pelas fujoshi como amante de Conrad e também fazendo par com o Murata. No primeiro caso, os dois são amigos de infância, salvaram a vida um do outro diversas vezes, e no mangá eles aparecem juntos de uma forma meio sugestiva. No segundo caso, depois que Murata se revela como a reencarnação do Grande Sábio Yozak frequentemente se encarrega de servi-lo e protegê-lo, e os dois costumam trabalhar juntos para ajudar Yuuri a sair de enrascadas.

GWENDAL X YUURI

gwendal and yuuri

Engraçado a frequência com que Yuuri aparece nessa posição...

Este pairing aconteceu durante a busca da Makyou, ou Flauta Demoníaca, em que Gwendal e Yuuri se perdem no deserto. Apesar de rabugento e carrancudo, Gwendal, como os espectadores logo descobrem, adora tudo o que é pequeno e fofo – crianças, bichinhos (reais ou de brinquedo), essas coisas. Tudo acontece como numa comédia romântica: uma noite, Yuuri queixa-se de frio e Gwendal sugere (ou melhor, ordena) que ele chegue mais perto para “compartilhar o calor corporal”. Yuuri acaba dormindo quase no colo do general. Depois, eles são confundidos com um casal de amantes em fuga, perseguidos e presos. Um apanha tentando proteger o outro. Quantas vezes não vimos isso em romances de Hollywood? Claro que em KKM todos esses clichês vem temperados com saudáveis doses de humor.

Entretanto, depois da aventura no deserto, o casal Gwendal x Yuuri não foi pra frente. Tirando a lealdade e confiança que foi definitivamente conquistada, Gwendal não mudou muito o seu comportamento em relação ao jovem rei. De todos os personagens principais, acho que ele foi o menos afetado por Yuuri.

gwendal e gunter

A cena do beijo. Pena ter sido "acidente", né?

Outro par popular para Gwendal é Gunter, já que os dois praticamente governam Shin Makoku juntos enquanto Yuuri ainda não tem condições para assumir o trono por completo. Há a famosa cena do beijo, em que Gwendal é forçado a beijar Gunter – ou melhor, a tiara mágica que ficou entalada na cabeça do Gunter. Além disso, quando os dois discutem, às vezes eles realmente soam como um casal de meia-idade, haha.

 

 

 

GUNTER X YUURI

gunter e yuuri

Eu, Gunter, vivo para servir a Vossa Majestade...

Gunter é o personagem que mais abertamente se encanta com Yuuri. Assim como Conrad, desde o início ele jamais duvida da capacidade do jovem Maou. Ele alimenta as mais extravagantes fantasias românticas sobre Yuuri (o episódio em que ele vai parar numa espécie de mosteiro e tem suas odes de amor ao Rei reveladas para os monges é hilária). Curiosamente, um dos personagens da série definiu a relação Gunter=>Yuuri como a de um “vovô coruja e seu primeiro neto”. Até que faz sentido se pensarmos que Gunter, apesar da bela aparência, é provavelmente o mais velho dos personagens principais – afinal, ele foi tutor do Conrad.

O que eu gosto no Gunter é que, apesar de funcionar como comic relief a maior parte do tempo, ele é fodão. Sabemos desde o início da série que ele é um dos, ou talvez o melhor espadachim do reino. Apesar de seu carinho por Conrad, Gunter não hesita em lutar para valer quando acredita que seu ex-aluno tornou-se um traidor. Ele pode até bancar o herói misterioso como no episódio em que viaja incógnito pelas partes mais longínquas do reino e ajuda uma jovem a salvar sua cidade, no estilo dos antigos filmes de cowboy.

 

 

 

 

SARALEGUI X YUURI OU YUURI X SARALEGUI

saralegui and yuuri

Olhe nos meus olhos, Yuuri, seja meu escr... quero dizer, amigo!

Saralegui é talvez o único personagem pelo qual Yuuri chega a demonstrar algum indício de atração romântica. No episódio em que os dois estão escondidos numa espécie de mausoléu, Yuuri observa que Sara é “muito bonito” e fica com o rosto vermelho. E Saralegui é deliberadamente sedutor, usando dos mais variados artifícios para se aproximar do Maou – por motivos que parecem claramente egoistas no início, mas que aos poucos vamos descobrindo que não é bem assim.  Ele chega a conseguir uma espécie de domínio hipnótico sobre Yuuri até mesmo quando ele se transforma em Maou, o que pessoalmente eu acho que só seria possível se houvesse um sentimento muito especial da parte dele. De qualquer forma, Sara é um rapaz bastante confuso, ao mesmo tempo que tem inveja e ciúme por Yuuri ter tudo o que ele não tem, também parece querer, lá no fundo, uma verdadeira amizade.

 

 

CONCLUSÃO

Em termos de fanservice, embora a linha principal do anime seja “todo mundo x Yuuri”, existem alguns casais paralelos bem interessantes. Graças a sua longa duração, KKM teve todo o tempo necessário para desenvolver seus personagens ao máximo. Infelizmente, mesmo assim, algumas linhas promissoras foram meio que negligenciadas como o relacionamento entre Gisela e Gunter – eles quase não tem cenas juntos embora sejam pai e filha – e Gisela e Wolfram. Acho que o relacionamento deles poderia ser mais aprofundado mesmo que não fosse romântico já que ela de certa forma participa de um rito de passagem dele.

KKM vai ser para sempre um de meus animes favoritos e espero, algum dia, conseguir ler o mangá e as novels todas…

Yakko, over and out.

 

sekaiichi

Junjou Romant... digo, Sekaiichi Hatsukoi, mais um adorável sucesso de Shungiku Nakamura

Yaay, Nakamura-sensei está de volta com mais trapalhadas românticas em sua nova criação yaoi, Sekaiichi Hatsukoi.

Vi apenas os primeiros 4 episódios do anime e li até o volume 4 do mangá, mas já fui irremediavelmente cativada. A série tem basicamente as mesmas falhas e qualidades de Junjou Romantica.

Onodera e Takano

Onodera e Takano, o casal que vive às turras

Como sempre, o traço da Nakamura é bonito mas um pouco duro e às vezes fica difícil saber quem é quem. Por exemplo, o rival de Onodera, Yokozawa, é parecido demais com Takano, tanto no físico quanto na personalidade – são como duas versões da mesma pessoa. O problema que isso causa é que simplesmente não se cria suspense nem tensão por que não dá pra acreditar que o Yokozawa seja uma possível ameaça ao relacionamento de Takano e Onodera.

Outra falha é que Kisa parece e se comporta de maneira inocente demais para um homem que já teve muitos casos. Experiência de vida faz diferença, por mais atrapalhado que o sujeito seja.

A história não difere muito de Junjou Romantica – parece que teremos três casais, Takano/Onodera, Yukina/Kisa e Hatori/Yoshino, sendo que os dois primeiros lembram muito Usagi/Misaki e Nowaki/Kamijou (o último casal ainda não apareceu nem no anime, nem no mangá).

Sekaiichi Hatsukoi - humor

Caretas impagáveis, situações hilárias… Onodera sempre me faz rir

Por outro lado, impossível não amar a leveza e o humor simples porém com timing impecável  de Sekaiichi Hatsukoi. Até agora, cada episódio rendeu muitas risadas. Além disso, me parece que o anime está um pouquinho – só um pouquinho mesmo – mais ousado nas cenas yaoi do que Junjou, talvez pelo fato dos personagens serem todos maiores de idade.

Cama!

Takano e Onodera na cama. Calma, não é o que você está pensando!(mas seria tão bom se fosse, né?)

Em resumo, se continuar assim pelos próximos episódios/capítulos, Sekaiichi Hatsukoi promete ser diversão garantida – algo perfeito para se curtir num fim de semana chuvoso.

Yakko, over and out.

Seikimatsu Darling manga

Seikimatsu Darling - o yaoi mais hilário e fofo de todos os tempos...

Este é mais um mangá e anime bem antigo que vale a pena conhecer. Uma comédia shonen ai romântica, leve, excelente para alegrar o seu dia. O anime é curtinho, só um OVA, mas rende muita risada.

SEME X SEME


Ogata Kouichiro é um homem que nunca teve dificuldades para encontrar uma namorada. Entretanto, um belo dia ele se descobre irresistivelmente atraído por outro homem, Takasugi Youichiro. Passional, Ogata investe a mesma energia que sempre usou com as mulheres em cima de Takasugi. Convida-o para um jogo de beisebol, um cinema, presenteia-o com flores… e, finalmente, pede para namorá-lo. Takasugi revela que também se sente atraído por Ogata. Maravilha! Só tem um problema:

Nenhum dos dois quer ser o uke da relação.


seikimatsu darling

Ogata em choque: "Uke, eu? Tá querendo que eu fique por baixo? No way!"

A partir daí começa uma competição velada, porém feroz, entre Ogata e Takasugi, para decidir quem será o seme e quem será o uke.

É hilário o jeito que os dois, embora apaixonados, comportam-se como tradicionais machos alfa: Ogata quer mostrar seus dotes atléticos, Takasugi sempre dá um jeito de tomar as decisões pelos dois, e por aí vai.

Seikimatsu Darling vale a pena. O traço da mangaka Naruto Maki é longilíneo e elegante, e os SDs são simplesmente impagáveis, não dá pra olhar sem cair da risada. O timing das piadas é fantásticamente bom, tanto no mangá quanto no anime. Não deixe de ver o omake no final do anime, uma paródia engraçadíssima do Power Rangers, os Darling 5!

Yakko, out.

Fanart de Get Backers

O meu primeiro fanart de Get Backers que deu (mais ou menos) certo.

Okay, hoje termino meu texto sobre Get Backers…

 

Honoríficos


“-chan” : usado para referir-se a meninas e crianças pequenas de ambos os sexos. É também uma forma de demonstrar carinho e intimidade, da mesma forma que os diminutivos no Português (Pedrinho, Aninha, etc.)

“-san”: usado para referir-se a superiores, pessoas mais velhas e pessoas que não se conhece bem.

“-sama”: usado para referir-se a pessoas que consideramos MUITO mais superiores e importantes.

“-kun”: usado para referir-se a homens, em geral jovens. Também é usado por chefes e líderes para referir-se aos seus subordinados de ambos os sexos. No ambiente escolar, os professores chamam todos os alunos de “-kun”, independente de sexo. Os rapazes usam o “-kun” apenas para colegas do sexo masculino que não conhecem bem; já as moças usam o termo  para todos os colegas do sexo masculino.


Uma das coisas que não me agradaram na dublagem do anime Get Backers foi o fato de terem deixado os honoríficos -san, -chan, etc. de lado. Embora a maioria do público que assiste dublado não saiba japonês, acho que deveria ter sido mantido como uma espécie de “nota cultural”, já que a forma como os personagens chamam uns aos outros indica personalidade, diferenças de idade, status, nível de intimidade, etc. Por exemplo:

Ban é atrevido e convencido, portanto praticamente nunca usa honoríficos. O máximo que ele faz é chamar os clientes mais velhos de “ossan” (modo extremamente informal de “oji-san”, que seria senhor ou tio).

Ginji, que é muito educado, segue as regras dos honoríficos quase sempre à risca. Chama todas as pessoas mais velhas ou que ele considera superiores (clientes, autoridades) de -san. Para as meninas como Natsumi, Madoka e Himiko, ele usa o -chan. Curiosamente ele chama Kazuki de Kazu-chan embora este seja homem. Já Hevn, embora tenha a mesma idade, está um nível acima por ser uma negociadora, então ela é Hevn-san. Todos os membros do Volts, inclusive Masaki, apesar de ser mais velho, Ginji chama só pelo nome, já que são todos seus subordinados – o “-kun” pois seria formal demais para ele. No anime, uma vez ele se referiu ao Shido como “Shido-nii” (“nii” é o modo informal de “nii-san”, ou “irmão mais velho”). Já Teshimine, que é quase um pai adotivo, tem que ser Teshimine-san.

 

Ban-chan


E tudo isso me leva à parte mais fofa e engraçada de Get Backers que sumiu na dublagem, que é o grito, muitas vezes repetido, de “BAN-CHAAAAAN!” do Ginji.

Como foi explicado acima, -chan é um honorífico usado para meninas e crianças (de ambos os sexos) muito pequenas. Um homem crescido só é chamado de “-chan” em três hipóteses:

1) o “-chan” era parte de um apelido de infância do qual ele nunca conseguiu se livrar (Ta-chan, Mocchan, e por aí vai);

2) as mulheres que o conhecem acham-no muito bonzinho e fofo e passaram a usar o “-chan” (e ele aceitou, ou por ser mesmo muito bonzinho ou para agradar a mulherada);

3) gozação pura e simples.

 

Pessoalmente, eu acho que o Ginji usa o “-chan” pela razão número 2. E o fato de Ban aceitar ser chamado assim em alto e bom som, ele que faz tanta questão de parecer “cool” e superior, é uma indicação clara do quanto ele ama o Ginji.

Ban
Oi Ginji, se as coisas ficarem muito difíceis, me chama!
Ginji

Ban-chan, você se preocupa demais...

 

 

É antigo, mas daqueles que a gente sempre revê com prazer. Considerado por muitos “o mais yaoi de todos os animes não yaoi”, graças ao grande senso de humor dos autores, Randou Ayamine e Yuya Aoki, e a grande mestra do bishonen chara design Atsuko Nakajima.

Ban e Ginji

Dá pra não pensar em yaoi olhando uma pose dessas?

Os Get Backers são Midou Ban e Amano Ginji, dois caras sem grana, sem casa e sem sorte, que lutam para sobreviver e tocar o seu Dakkanya (Serviço de Recuperação) a bordo de um minúsculo carrinho apelidado de Ladybug. Ao longo da série vão surgindo amigos, inimigos, e flashes do passado dos personagens se revelam.

O que torna Get Backers tão memorável para mim (além do potencial yaoi) é a mistura equilibrada de humor, ação, drama e mistério. Há episódios hilários, para rir do começo ao fim, e também para chorar. Gosto especialmente do arco da Vênus de Milo, pela interação dos personagens Ban, Ginji, Shido, Emishi e os irmãos Miroku e pelo final comovente.

Ban e Ginji conseguem ser o casal mais romântico sem trocar sequer um beijinho. O modo como se olham, falam um do outro, preocupam-se um com o outro, é absolutamente adorável. Ban é o típico seme agressivo, mandão e protetor; Ginji é o uke doce, inocente e submisso. Eles confiam um no outro totalmente – é curioso que, ao contrário da maioria das “partner” series, nunca há tensão entre eles, nenhuma dúvida, nenhum questionamento; Ban e Ginji dependem um do outro de forma quase assustadora. Sim, assustadora, pois ambos têm dentro de si uma faceta perigosa, destruidora, e precisam um do outro para controlá-la, principalmente Ginji.

Ginji
O doce, bondoso e amável Ginji…
Raitei

... e sua outra persona: o frio, cruel e impiedoso Raitei.

Para mim, Get Backers dá assunto pra um livro inteiro, daqueles bem grossos. Tem muito mais coisas sobre as quais eu gostaria de discorrer, mas fica para o próximo post. Obrigado a quem teve a pachorra de ler! =D

Yakko.

(… all time favorites, adoro essa expressão, é concisa e sai da boca redondinha como uma onda. Em português não soa tão bem, deve ser excesso de preposição e artigo, haha.)

O post de hoje é sobre um dos meus favoritos eternos, Bukiyou na Silent, de Takanaga Hinako. Este mangá tem tudo o que eu gosto: traço bonito, uke fofinho, personagens secundários legais (principalmente os pais do Satoru), humor, leveza. É o tipo de história que se lê com um sorriso.

Pra quem ainda não leu, recomendo. O mangá conta o vai-e-vem amoroso de Satoru, um garoto que tem um problema curioso: seu rosto nunca expressa emoção nenhuma. Além disso ele é atrapalhado e tímido, a ponto de morder a própria língua acidentalmente quando tem que falar uma palavra difícil ou que o deixa nervoso. A vidinha morna de colegial introvertido do Satoru começa a mudar quando Tamiya – justamente o garoto por quem ele é apaixonado – pede para namorá-lo.

Difícil dizer quem é mais adorável nos primeiros capítulos, os dois me dão vontade de apertar as bochechas. Tamiya é sincero e direto de um jeito encantador. É hilário o contraste entre o rosto inexpressivo e os pensamentos frenéticos do Satoru.

bukiyou na silent

Meu nome é Satoru Toono. Eu estou realmente, realmente chocado agora.

Cada episódio começa mais ou menos como o quadro acima, com um close do Satoru e os dizeres “meu nome é Satoru Toono. Eu estou realmente chocado/nervoso/feliz/etc. agora”, e o rosto dele sempre igual. Lá pelo final da série os dizeres vão mudando, mas é sempre engraçado.

Se você gosta de yaoi leve, divertido, despretensioso e bem desenhado, leia Bukiyou na Silent. No Mangafox, onde eu li pela primeira vez não tem mais, mas talvez você ainda encontre no Mangarush (em inglês, sorry… não sei se tem scanlation em português).