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Bunny

Ah, gente, eu sei que ele é lindo mas essa cara amarrada… XD

Finalmente criei coragem para continuar meu post sobre Tiger and Bunny. Desta vez, meu foco é no menino de ouro da Apollon Media, Barnaby Brooks Jr.

ATENÇÃO, O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS!

 

 

Devo dizer que, enquanto que com o Kotetsu foi paixão logo no primeiro episódio, eu não gostei nadinha do Barnaby no início. Garoto arrogante, frio, intolerante… além de tratar o Tiger com total desprezo ainda ignorou o garotinho que tinha perdido o balão no parque.

bunny in the park

Ele não está nem aí pra versão anime de “Esqueceram de Mim”…

A medida que a série foi avançando e passamos a conhecer um pouco mais do Bunny, ele foi crescendo como personagem. Me atreveria a dizer que Kotetsu, com todas as suas provocações e trapalhadas é quem vai abrindo brechas nas defesas do parceiro, vai trazendo à luz pequenos indícios – uma reação irritada por causa de uma bobagem, um gesto exasperado – de que Barnaby Brooks Jr. é, sim, um ser humano. Na verdade, um ser humano muito jovem e ainda inexperiente.

Bunny pouting

Bunny fazendo muxoxo pro Tiger… “Não ligo se você me abandonar, tá? Eu me viro sozinho.”

Muita gente compara o Bunny ao Batman (cheguei até a ver uma fanart com os dois juntos no Deviantart). Realmente, a história é praticamente igual: herdeiro de família milionária vê seus pais serem mortos e torna-se um combatente do crime na esperança de encontrar e se vingar dos assassinos. A diferença é que enquanto Bruce Wayne faz isso por decisão própria, Barnaby é cruelmente manipulado por uma das poucas pessoas em quem confiava totalmente: seu tutor, Mr. Maverick. É o que vamos descobrindo aos poucos, desde o arco do Jake Martinez até o final. Do momento em que conclui que Martinez é o matador de seus pais, a fachada de Sr. Perfeição do Barnaby vai desmoronando. Seu controle emocional vai decaindo, seu desespero e desamparo ficam cada vez mais aparentes. O ápice desta espiral descendente é a cena do ringue de patinação, em que ele tem uma crise de nervos e desmaia.

Bunny crying

Bunny e sua crise de nervos. É uma cena dramática, mas que a posição está estranha, isso está…

Bunny faint

O desmaio!

Bunny tears

Mais lágrimas do Bunny, desta vez ao descobrir que o querido tio Maverick não era tão querido assim…

De minha parte acho que o Bunny emocionalmente parou no tempo: ele ainda é aquele garotinho de quatro anos, contemplando as ruínas de seu lar. E o Kotetsu instintivamente percebeu isso, daí sua insistência em querer se aproximar, em querer ajudar mesmo sendo rechaçado sem dó.

Fico imaginando se os criadores de Tiger and Bunny algum dia vão abordar a questão dos danos psicológicos sofridos pelo Barnaby. Ninguém passaria incólume por vinte anos de lavagem cerebral (tá, não é bem lavagem cerebral, o Maverick só alterava a memória dele, mas fazer isso trocentas vezes deve causar o mesmo prejuízo, ou até mais… imagine como deve ser nunca ter certeza se suas lembranças são verdadeiras ou não?). Seria bem interessante se fizessem isso.

Concluindo, Barnaby Brooks Jr. não me impressionou muito no início, mas acabou me comovendo e fascinando no fim.

Yakko, over and out.

Acabo de assistir alguns episódios de Brave 10 e a minha irritação exige que eu escreva este post da revolta.

Brave 10 poderia ser um anime bacana. O design é bonito, a animação tem qualidade e a história é razoavelmente interessante. O que estraga é a Izanami, que parece a reencarnação da Miaka de Fushigi Yuugi (aaarrrghhh). Chorona, inútil e sem simancol – como é que uma jovem que não sabe se defender insiste em acompanhar guerreiros numa missão perigosa? Que menina “bondosa” é essa que se fia nos outros para defendê-la enquanto se mete em encrenca após encrenca? Não há nenhuma qualidade redentora nela, nem humor, nem beleza, nenhuma característica instigante, nada.

Brave 10

Brave 10: a Izanami está chegando perto de destronar a Miaka como “personagem mais chata da história” na minha lista pessoal de animes…

Uma das razões para eu gostar de yaoi, shonen ai, fanservice é a escassez de bons personagens femininos. Eu entendo que os homens tenham lá as suas fantasias – ser um herói e salvar donzelas em perigo, essas coisas. Acho perfeitamente razoável que mangás/animes voltados para o público masculino tenham donzelas indefesas em profusão. Também entendo que mesmo hoje em dia, muitas meninas ainda sonham ser a princesa salva pelo herói galante e bonitão. Não vejo problema nisso. O que me desagrada é quando tentam vender gato por lebre. O que me desagrada são os estereótipos pobres, sem fundamentos sólidos (sim, estereótipos com fundamentos sólidos existem, e os grandes personagens dos contos de fadas são um bom exemplo disso), sem absolutamente nada de interessante. Abaixo seguem alguns tipos de personagens femininos comuns em mangás e animes que me irritam demais.

Estereótipo 1: a moça que dizem ter um IMENSO PODER, que todos estão ávidos por conseguir, mas que passa o anime inteiro sendo salva de tentativas de sequestro, assassinato, etc., chorando e se descabelando porque “está causando problema para todos” mas NUNCA FAZ PORCARIA NENHUMA COM O PODER QUE TEM. E o pior, quando ela tenta buscar formas de  se defender, de fazer alguma coisa sozinha, sempre se mete em encrenca e “aprende” que o melhor que ela pode fazer é “confiar” no seu herói para salvá-la do perigo.

Estereótipo 2: a moça que é apresentada como uma PODEROSA GUERREIRA, que nunca foi derrotada antes… e por algum golpe baixo da imaginação do escritor (envenenamento, doença terminal, etc) acaba sendo aprisionada pelo vilão e salva pelo herói QUE NÃO TINHA UM DÉCIMO DO PODER DELA.

Estereótipo 3: a moça que chega desafiando o herói, insistindo em competir em pé de igualdade com ele… apenas para se apaixonar por ele e começar a “perceber” como “as costas de um homem são largas” e “como ela foi tola de achar que poderia ser melhor do que ele”. AAhh, que nojo, que asco!

Para mim, isso é enganar o espectador. Como eu já disse antes, não tenho nada contra donzelas-em-perigo, desde que sejam honestas. Há muitas formas inteligentes e divertidas de construir esse tipo de personagem sem recorrer a golpes baixos.

EU NÃO GOSTO

fushigi yuugi

TAMAHOMEEEE! Nunca um personagem feminino me irritou tanto quanto a Miaka de Fushigi Yuugi.

saint seiya

Atena de Saint Seiya: como é que alguém que dizem ser a reencarnação de uma deusa-guerreira, que nem mesmo o próprio Deus da Guerra vencia em combate, pode ser tão inútil?

angelique

Angelique: “kawaii” sem substância é que nem doce malfeito: enjoativo, melado e deixa um gosto ruim na boca depois.

EU GOSTO

zatch bell

Zatch Bell tem um bom elenco feminino: a hilária “donzela indefesa” Suzy, a discreta e eficiente Megumi, as lutadoras Cherry e Li-en.

sket dance

Sket Dance: a série ainda não terminou, mas pelo menos por enquanto a Hime tem o meu respeito. Ela é forte, extremamente engraçada e muito humana. Espero que o anime não mude de rumo e ela acabe “descobrindo a sua feminilidade” – o que, nos animes, quase sempre significa ser submissa aos homens.

Ikoku meiro no croisse

Ikoku Meiro no Croisse: A minúscula e delicada Yune é a prova irrefutável que “kawaii” não precisa ser sinônimo de “irritante”. Ela consegue ser uma protagonista fofíssima sem melodrama, sem lágrimas, e com muita força interior.

Pra encerrar este post revoltado, retorno a Brave 10 que foi o estopim de tudo: como eu disse, a Izanami é um porre, mas eu pretendo assistir mais alguns episódios por causa dos outros personagens que são bem interessantes. Gosto da versão deles do Sarutobi Sasuke (bem diferente daquele de Sengoku Basara) e da Anastacia, ela sim me parece um personagem feminino que vale a pena, se bem que tenho muito receio de que a ninja russa não vá ter um final feliz nessa história. Só o futuro dirá se Brave 10 vai merecer uma review completa aqui ou não.

Yakko, over and out.